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Pix não será negociado com os EUA após críticas ao sistema, diz Fazenda

Pix não será negociado com os EUA após críticas ao sistema, diz Fazenda

02/06/2026 às 15h50
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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Pix não será negociado com os EUA após críticas ao sistema, diz Fazenda

Pix não será negociado com os EUA após críticas ao sistema, diz Fazenda.

 

Dario Durigan afirma que ferramenta do Banco Central está protegida de eventuais negociações comerciais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que o governo brasileiro não pretende discutir mudanças no Pix em eventuais negociações com os Estados Unidos, após o sistema de pagamentos instantâneos entrar na lista de críticas da investigação comercial que embasa a proposta de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

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“O Pix será protegido e resguardado. Não está em debate”, declarou o ministro.

A fala responde diretamente ao relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu que determinadas práticas brasileiras prejudicam empresas americanas e recomendou a adoção de sanções comerciais contra o país.

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Entre os pontos levantados pelos americanos está o funcionamento do Pix. Segundo a investigação, o Banco Central atua ao mesmo tempo como regulador do mercado de pagamentos e operador do sistema, criando condições que favoreceriam a ferramenta brasileira em relação a concorrentes privados.

Na avaliação do governo Donald Trump, esse modelo limita oportunidades para empresas americanas do setor financeiro e de meios de pagamento.

Governo transforma Pix em linha vermelha

A reação de Durigan reforça uma posição que vem sendo adotada por diferentes integrantes do governo desde a divulgação do relatório.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou as críticas americanas como injustificadas e afirmou que o Pix representa um avanço tecnológico que beneficia consumidores e empresas.

“O Pix é um patrimônio nacional, uma conquista do povo, tecnologia a serviço da sociedade, economia, sem custos para a população”, afirmou.

Na mesma direção, o secretário-executivo do MDIC, Marcio Elias Rosa, disse que o sistema não fará parte de qualquer negociação comercial com Washington.

“O governo não vai permitir jamais que qualquer tema caro à soberania nacional, como é o Pix, fique na mesa de negociação”, declarou.

Como o Pix entrou na investigação

Quando a apuração foi aberta pelo USTR, em julho de 2025, o sistema brasileiro não era mencionado nominalmente. Na época, os americanos citavam de forma genérica preocupações com serviços de comércio digital e meios eletrônicos de pagamento operados ou apoiados pelo Estado.

Com a conclusão da investigação, o Pix passou a aparecer como um dos exemplos utilizados para sustentar a tese de que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio dos Estados Unidos.

O tema foi incluído ao lado de outras reclamações americanas envolvendo propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol, comércio digital e desmatamento ilegal.

Decisão de Trump

Apesar da recomendação feita pelo USTR, a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ainda não foi implementada. O governo americano abriu uma fase de consulta pública antes que o presidente Donald Trump decida se adotará integralmente as medidas propostas.

Até a conclusão do processo, Brasil e Estados Unidos devem manter negociações sobre os temas abordados na investigação. A posição do governo brasileiro, porém, é que o Pix está fora de qualquer discussão.

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