
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) promoveu, na última sexta-feira (29), mais uma edição do Projeto Samu nas Escolas (PSE), na Escola Estadual Benedita de Castro Lima, localizada no bairro Clima Bom, em Maceió.
A unidade de ensino funciona em tempo integral e atende estudantes de 10 a 17 anos, abrangendo o Ensino Fundamental II, Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Fruto da parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Samu, o projeto tem como objetivo ensinar noções de primeiros socorros, apresentar o funcionamento do serviço e conscientizar sobre os prejuízos causados pelos trotes. As atividades foram conduzidas por acadêmicos de medicina e enfermagem selecionados pela coordenação do PSE da Ufal.

Durante a ação, os alunos aprenderam sobre diferentes tipos de queimaduras — de primeiro, segundo e terceiro graus — e os cuidados necessários em cada caso. Também receberam orientações sobre engasgos, identificando situações parciais e totais, além de aprenderem, na prática, a manobra de Heimlich.
Outros temas abordados incluíram procedimentos em casos de desmaio, quando o recomendado é colocar a pessoa na posição lateral de segurança e acionar o Samu, e situações de choque elétrico, em que o primeiro passo é desligar a fonte de energia antes de qualquer tentativa de socorro.
Para a psicóloga da escola, Simone Freire Castello Branco Soares, a iniciativa fortalece a formação cidadã dos estudantes. “O programa vai além do ensino de primeiros socorros. Ele contribui para a construção de uma cultura de responsabilidade, solidariedade e prevenção. Os alunos se tornam multiplicadores desse conhecimento, beneficiando suas famílias e a comunidade”, destacou.

O coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, ressaltou o impacto da ação entre os jovens. Segundo ele, o contato com os conteúdos pode despertar o interesse pela área da saúde e auxiliar na escolha profissional.
Já o gestor adjunto da escola, Ricardo Alexandre Gomes da Silva, avaliou a atividade como essencial para conscientização. Ele destacou que, além de aprenderem técnicas básicas de atendimento, os alunos entenderam como os trotes prejudicam o serviço e toda a população.

A estudante Ana Lilith Tenório Lima, de 15 anos, do 2º ano B, contou que a prática foi um dos pontos altos da experiência. “Aprendi sobre queimaduras, como agir em caso de choque e o que fazer diante de um incêndio em casa. Mas o que mais gostei foi a parte de desengasgo, principalmente em bebês. A prática com a boneca foi muito importante para entender como agir de verdade”, relatou.
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