
Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), 33 apicultores de três municípios paraenses participaram, nesse sábado (30), em Bragança, no Rio Caeté, de uma imersão sobre as novidades tecnológicas da cadeia produtiva e sobre modernização de estratégias para comercialização de mel e subprodutos.
O Dia de Campo da Apicultura, promovido pelo Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no Centro de Treinamento Agroecológico, Inovação Tecnológica e Pesquisa Aplicada do Nordeste Paraense (UDB), da Emater, reuniu cerca de 200 pessoas, entre profissionais e produtores rurais. O evento realizou-se no contexto de um termo de cooperação técnica entre Emater e Sistema Faepa/Senar, vigente desde 2025.
A partir dali, esses criadores de abelha devem funcionar como multiplicadores de prática e conhecimento em suas respectivas comunidades. Eles são atendidos diretamente pelos escritórios locais da Emater na própria Bragança e também em Acará, na região do Tocantins, e em São Miguel do Guamá, na região do Guamá.
Na capacitação, estiveram presentes por parte da Emater, ainda, nove representantes das equipes dos escritórios regionais de Capanema, Ilhas e de São Miguel do Guamá: técnico em agropecuária, sociólogo e engenheiros agrônomos.
A programação de tema “Apicultura Profissional de Alta Produtividade” incluiu atualizações sobre oportunidades de mercado, melhoramento genético, hub financeiro e regularização ambiental. Palestras pela Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) contribuíram para o aprofundamento. Também foi possível experimentar óculos de realidade virtual, com cenários específicos de apicultura, e circular na instalação de cinco estações técnicas.
Apiário-Escola
Na UDB, a Emater mantém, em parceria com a Associação dos Criadores e Criadoras de Abelhas do Município de Bragança (Ameliapis), um apiário-escola com 25 caixas de abelhas com ferrão. Cada caixa abriga um enxame com em torno de 80 mil abelhas.
O foco imediato é a produção de abelhas-rainhas, para distribuição entre os produtores de Bragança. Ademais, a unidade se voltará para melhoramento genético, em cronograma em processo de definição.
Para o chefe da UDB, o engenheiro agrônomo Adriano Fonseca, especialista em Educação do Campo, o momento foi de suma importância para aproximar instituições e difundir ciência, na contextualização da realidade cultural e socioeconômica do agricultor familiar: “É uma conexão de saberes e um acesso privilegiado às tendências, aos lançamentos, às transformações da cadeia produtiva, do consumo, do mercado e das tecnologias. São tópicos e debates que diferenciam e impulsionam a atividade”, aponta.
Texto: Aline Miranda
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