
Vinte e quatro piscinas olímpicas de esgoto deixarão de ser descartadas indevidamente todos os dias nos mananciais com a conclusão da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Perus. Isso equivale a retirar, mensalmente, 1,8 bilhão de litros de esgoto dos rios e córregos da região.
A primeira fase da ETE Perus foi inaugurada nesta terça-feira (26) e já entra em funcionamento com a capacidade para tratar 15 milhões de litros de esgoto por dia. Na segunda fase, cuja previsão é para outubro deste ano, a ETE atingirá o potencial máximo com 60 milhões de litros por dia, beneficiando diretamente cerca de 400 mil moradores que vivem no distrito da zona noroeste de São Paulo.
“Esses investimentos reforçam o compromisso do Governo de São Paulo com a recuperação dos rios da região e demonstram como a desestatização da Sabesp está acelerando obras estruturantes, ampliando a capacidade de investimento e a universalização do estado”, disse a secretária de Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura, Natália Resende.
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O início da operação da ETE Perus marca a chegada do saneamento a um dos últimos bairros da Capital que ainda não contavam com coleta e tratamento de esgoto. A obra conta com 33 quilômetros de tubulação — o equivalente a uma fila de 6 mil carros, incluindo redes coletoras, coletores-tronco e outras estruturas responsáveis por encaminhar o esgoto para tratamento —, em um investimento de R$ 651 milhões que atingem bairros dos distritos de Perus e Jaraguá, como Jardim Ipanema, Jardim Alvina, Jardim Marilu, Jardim Pirituba e muitos outros.
A ETE Perus faz parte do programa de recuperação do Tietê e seus afluentes e integra um conjunto de 42 frentes de obras espalhadas pela Capital e Grande São Paulo, com investimentos de R$ 17,2 bilhões, que devem beneficiar 5 milhões de paulistas até o fim de 2027.
No caso específico da ETE Perus, o esgoto tratado vai reduzir a poluição nos córregos da região, como Ribeirão Perus e Ribeirão Eusébio, além dos córregos dos Abreus, Bom Sucesso, Itaim e Furnas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população local. A retirada do esgoto ‘in natura’ tem também impacto direto na bacia do Rio Juqueri, que abastece a represa Paiva Castro, integrante do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.
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A ETE Perus usa tecnologia avançada de ultrafiltragem que possibilita que a estação devolva os efluentes tratados diretamente aos mananciais com redução de mais de 90% nos níveis de poluição, sem risco de contaminação.
O resíduo sólido resultante do processo também é aproveitado e se transforma em fonte para produção de energia limpa, o biometano, um biocombustível 100% renovável que pode substituir combustíveis fósseis em veículos, caldeiras e fornos industriais, entre outros usos. O biometano gerado será utilizado na própria ETE, no processo de secagem térmica do lodo, ampliando a eficiência operacional e a sustentabilidade da estação.
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