
Entre histórias, tradições e processos de resistência cultural, estudantes do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) participaram de uma atividade de campo na comunidade quilombola do Mimbó, localizada no município de Amarante. A ação integrou as disciplinas ACE III, Cultura e Processos Identitários e Antropologia I, ministradas pelos professores Marcelo Reges e Lilian Gabriella Castelo Branco Alves de Sousa.
Reconhecida pela relevância histórica e cultural no contexto piauiense, a comunidade quilombola Mimbó foi escolhida como espaço da atividade devido às suas formas de organização social, manifestações culturais e processos identitários, que dialogam diretamente com os conteúdos discutidos em sala de aula.
A atividade buscou aproximar os conteúdos teóricos das experiências concretas vivenciadas por comunidades tradicionais, promovendo uma formação interdisciplinar e humanizada para os discentes.

A professora Lilian Gabriella destacou que a experiência permitiu aos estudantes compreenderem, na prática, questões relacionadas à identidade, ancestralidade, memória coletiva e resistência cultural.
“Essa escolha foi importante para a formação dos discentes, pois possibilitou o contato direto com uma realidade social que dialoga com questões étnico-raciais, memória coletiva, ancestralidade e diversidade cultural. Além disso, a atividade proporcionou uma experiência prática de observação antropológica, contribuindo para uma formação acadêmica mais crítica, humanizada e sensível às demandas sociais contemporâneas”, comenta a professora.

A programação incluiu visitas a espaços simbólicos e culturais da comunidade, como a caverna e o mirante, permitindo aos discentes observar práticas culturais, relações com o território e elementos que estruturam a memória coletiva local.
Lilian Gabriella ressaltou ainda que a experiência de campo contribuiu para o desenvolvimento do olhar crítico e sociocultural dos estudantes. “O contato direto com comunidades tradicionais é fundamental para o desenvolvimento do olhar crítico e sociocultural dos discentes, pois permite superar uma compreensão exclusivamente teórica da realidade social. A experiência de campo possibilita aos estudantes vivenciar práticas culturais, ouvir narrativas históricas e compreender as dinâmicas sociais presentes nas comunidades a partir da perspectiva de seus próprios sujeitos”, finaliza a professora.
Além das observações realizadas durante a visita, os estudantes utilizaram diários de campo e registros fotográficos como instrumentos de análise antropológica, fortalecendo habilidades de observação, escuta e reflexão crítica.
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