
Vice-presidente Marcus Sanchez afirma que medicamento foi precificado para ampliar acesso sem desestimular farmácias, em meio à aposta na semaglutida.
A estratégia de precificação do Ozivy (semaglutida) foi desenhada para equilibrar a acessibilidade ao paciente e a rentabilidade para o varejo farmacêutico, em meio à entrada da companhia em um mercado altamente competitivo, disse o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez.
Segundo o executivo, a definição do preço leva em conta não apenas a necessidade de ampliar o acesso ao tratamento, mas também a manutenção de margens atrativas para farmácias e redes. A avaliação da companhia é que um posicionamento excessivamente agressivo poderia comprometer o engajamento do canal de distribuição.
Nesse sentido, a EMS busca estruturar uma política comercial que preserve o interesse do varejo, ao mesmo tempo em que oferece um produto mais competitivo ao consumidor final. “A gente avalia o equilíbrio entre acessibilidade ao paciente e margem do canal”, indicou.
A estratégia inclui ações específicas para estimular a adesão das farmácias, com foco em capilaridade e na presença do produto nos pontos de venda. A companhia entende que o sucesso do lançamento depende não apenas do preço, mas também do alinhamento com o varejo farmacêutico, considerado peça-chave na distribuição e na recomendação do medicamento.
A EMS decidiu concentrar seus esforços produtivos no Ozivy (semaglutida) após normalizar os estoques de liraglutida, em uma estratégia para garantir um lançamento robusto e atender à demanda do novo medicamento.
Segundo o vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, a unidade dedicada a produtos da classe GLP-1 já opera com foco total na semaglutida. Com o abastecimento de liraglutida considerado resolvido tanto internamente quanto no mercado, a empresa redirecionou sua capacidade industrial para o novo produto.
A estratégia envolve não apenas a produção, mas também a estruturação do abastecimento, ações de propaganda médica e iniciativas de suporte ao paciente, com o objetivo de estimular o início e a continuidade do tratamento. A companhia avalia que esse acompanhamento é essencial, sobretudo por se tratar de doenças crônicas como o diabetes.
O Ozivy foi aprovado com indicação voltada ao tratamento de diabetes, embora a EMS reconheça o potencial de uso em obesidade e planeje, no futuro, buscar a ampliação da bula para essa finalidade. Enquanto isso, a empresa mobiliza equipes médicas, regulatórias e comerciais para sustentar o lançamento e ampliar o acesso ao medicamento.
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