
Doenças vasculares afetam artérias, veias e vasos linfáticos e podem comprometer significativamente a circulação sanguínea
A cirurgia vascular está entre as especialidades cirúrgicas disponíveis 24 horas no Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O serviço, que conta com equipe especializada, realiza atendimento a doenças vasculares em estágio grave e a pacientes vítimas de traumas que chegam à emergência da unidade.
As doenças vasculares afetam artérias, veias e vasos linfáticos e podem comprometer significativamente a circulação sanguínea. O médico que coordena o serviço de cirurgia vascular do HRC, Márcio Araújo, explica que, entre os problemas atendidos na unidade, estão os associados às causas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.
“Cerca de 20% dos casos de AVC têm como causa a doença carotídea [obstrução das artérias carótidas – vasos sanguíneos localizados no pescoço que levam sangue ao cérebro]. Nesses casos, o cirurgião vascular, na maioria das vezes, intervém com cirurgia para remoção das placas de gordura e coágulos da artéria, quando esse estreitamento arterial corresponde a mais de 60%. Nesses 15 anos aqui no serviço, já foram feitas mais de 600 cirurgias de carótidas, todas com origem no paciente do AVC”, ressalta Márcio Araújo.
O atendimento da unidade inclui ainda tratamento de Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), com cirurgia aberta e/ou angioplastia (procedimento minimamente invasivo); amputações por infecção, doença arterial e vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos); tratamento de aneurisma; implante de cateter de hemodiálise e complicações de fístulas arteriovenosas; além das abordagens associadas ao trauma.
Os principais fatores de risco para as doenças vasculares são tabagismo, diabetes, hipertensão, dislipidemia , sedentarismo e obesidade. Segundo o especialista, alguns sinais devem servir de alerta para buscar atendimento médico. “Dor ao caminhar ou em repouso, dor súbita, feridas que não cicatrizam, inchaço, sensação de peso nas pernas e alterações na temperatura, escurecimento da pele, podem indicar problemas vasculares”, afirma.

Paciente Rosália Benício em acompanhamento no ambulatório
Entre os pacientes que foram atendidos no HRC está a aposentada Rosália Benício, 59. Moradora de Juazeiro do Norte, ela passou por uma angioplastia em janeiro deste ano e retornou ao ambulatório da unidade para consulta de acompanhamento.
Rosália procurou atendimento após apresentar uma lesão e sentir fortes dores na perna esquerda. “Era uma dor muito grande. Eu não suportava. Não conseguia andar direito, era pulando e chorando”, relembra. Após a internação e realização de exames, ela foi submetida ao procedimento. “Depois que fiz a cirurgia, fiquei boa. Não estou sentindo mais nada”, afirma.
A cirurgiã vascular que atua no HRC, Ana Caroliny Venâncio, explica que pacientes com doença arterial obstrutiva periférica apresentam estreitamentos nas artérias que dificultam a circulação sanguínea, principalmente em pernas e pés. “Quando essa circulação não é corrigida, o paciente tem um risco muito aumentado de perder o membro. Em alguns casos, conseguimos melhorar a chegada do sangue e preservar a perna por meio da revascularização”, detalha.

Após o procedimento, paciente relata melhora e mudança de hábitos
A paciente relata que foi orientada sobre os fatores que contribuíram para o agravamento do quadro, entre eles a diabetes e o tabagismo. “Eu fumava muito. Agora não fumo mais. Estou tomando os medicamentos”, diz.
Além do atendimento a pacientes com doenças vasculares em estágio grave, a equipe de cirurgia vascular do HRC também atua em conjunto com outras especialidades cirúrgicas em casos de traumas recebidos pela unidade.
A cirurgiã Ana Caroliny Venâncio explica que a existência do serviço de cirurgia vascular é indispensável em hospitais que são referência para o atendimento do trauma. “Quando um paciente sofre um acidente grave e tem comprometimento de uma artéria importante, nós atuamos para restabelecer a circulação e evitar sequelas maiores, como a perda de uma perna ou complicações em outros órgãos”, explica.
O médico Márcio Araújo pontua que a presença desse serviço pelo SUS no interior do estado representa um avanço importante para a assistência em saúde na região do Cariri. “O HRC possibilita que pacientes graves sejam tratados mais perto de casa, reduzindo deslocamentos para a capital e proporcionando tratamento mais rápido. Isso muda o cenário regional de forma muito significativa, principalmente em pacientes diabéticos e tabagistas”, enfatiza.
O especialista ressalta ainda que o tratamento adequado das doenças vasculares impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes. “O tratamento reduz dor, evita amputações, melhora a mobilidade e reduz mortalidade cardiovascular”, afirma.
Manter o controle da pressão arterial e da diabetes, além de não fumar e praticar atividade física regularmente, são medidas fundamentais para prevenir doenças vasculares e evitar complicações graves.
Mato Grosso do Sul Drive-thru de vacinação da SES supera 10 mil doses aplicadas em Campo Grande
Saúde Registros de casos de doenças respiratórias na Emergência do Hospital Infantil de Florianópolis aumentam 56%
Sergipe Educação infantil ganha reforço em Indiaroba com avanço das obras da creche-escola do Ameei
Saúde Carreta da Mulher leva atendimento especializado a 152 municípios pernambucanos
Cuiabá - MT Burger Fest MT em Cuiabá teve orientação intensificada da Vigilância Sanitária Municipal
Saúde Com vacina contra o VSR para gestantes, Paraná tem queda de 83% de internamentos de bebês
Sergipe Convite à imprensa: Governo de Sergipe entrega primeira etapa do Complexo Viário Senadora Maria do Carmo Alves
Saúde Governo do Estado alerta para importância do diagnóstico precoce do câncer de tireoide
Saúde Saúde abre inscrições para capacitação em estomias, doenças inflamatórias intestinais e epidermólise bolhosa em Chapecó Mín. 18° Máx. 25°