
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), realizou, nesta terça-feira, 26, um treinamento voltado ao Protocolo de Classificação de Risco Obstétrico, com o objetivo de capacitar profissionais que atuam nas portas de entrada das maternidades da Rede Estadual de Saúde. A iniciativa busca qualificar o atendimento às gestantes e contribuir para a redução da mortalidade materna no estado.
O treinamento tem como foco ampliar o conhecimento das equipes e fortalecer a assistência prestada às pacientes desde a chegada às unidades hospitalares. “Nosso intuito é divulgar de forma ampliada o protocolo e capacitar os profissionais para que estejam preparados durante as intervenções necessárias no momento em que a paciente chega ao serviço de saúde”, destacou a referência técnica da rede materna da Dops, Joana Barbosa.
O protocolo segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e estabelece critérios para a classificação das gestantes conforme a gravidade de cada caso. A avaliação é realizada pelo enfermeiro, que identifica os sinais de risco e define a prioridade do atendimento, garantindo mais segurança e agilidade na assistência.
Além de organizar o fluxo nas maternidades, a classificação de risco também promove um acolhimento mais humanizado, assegurando que as pacientes sejam atendidas conforme a necessidade clínica, e não pela ordem de chegada. A proposta é padronizar o atendimento em todas as maternidades da rede, fazendo com que os profissionais utilizem a mesma linguagem e atuem com base em evidências científicas, assegurando segurança, agilidade e qualidade na assistência prestada às gestantes.
Segundo a superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), Lourivânia Prado, o protocolo de classificação de risco traz um direcionamento importante para qualificar o atendimento nas portas de entradas da rede. “O protocolo organiza a classificação das gestantes conforme a gravidade de cada caso, garantindo prioridade para quem necessita de atendimento médico imediato”, explicou.
A enfermeira Adrielle Martins, que atua na MNSL, participou do treinamento e destacou a importância da classificação de risco para qualificar a assistência prestada às gestantes. Segundo ela, o protocolo permite que os profissionais identifiquem de forma precoce situações de urgência e emergência obstétrica, garantindo mais agilidade e segurança no atendimento. “Por meio da classificação de risco, o profissional consegue identificar precocemente situações de urgência e emergência obstétrica, além de padronizar condutas e humanizar o atendimento. Capacitações como essa são fundamentais para atualizar os profissionais sobre os conhecimentos mais recentes e, dessa forma, melhorar os desfechos maternos e neonatais”, afirmou.




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