
O Estado de São Paulo registrou queda de 29% no desmatamento da Mata Atlântica entre os períodos de 2023-2024 e 2024-2025, segundo dados do Atlas da Mata Atlântica 2024-2025, divulgado nesta semana pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A área desmatada caiu de 49 hectares para 35 hectares no período analisado — o menor índice paulista desde o levantamento 2018-2019, quando haviam sido registrados 43 hectares de supressão vegetal.
Os dados colocam São Paulo entre os estados com menores índices de desmatamento da Mata Atlântica no país. O levantamento também mostra que o estado possui atualmente 2,34 milhões de hectares de Mata Atlântica preservados, o equivalente a 13,7% da vegetação nativa dentro da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica. Ao todo, 69% do território paulista está inserido na área abrangida pela legislação federal de proteção do bioma.
Na região Sudeste, São Paulo apresentou o menor volume de desmatamento entre os quatro estados monitorados pelo Atlas em 2024-2025. Minas Gerais registrou 3.092 hectares desmatados; Rio de Janeiro, 82 hectares; Espírito Santo, 56 hectares; e São Paulo, 35 hectares.
Para a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Natália Resende, o resultado demonstra o avanço das políticas ambientais adotadas pelo Estado. “A Mata Atlântica tem papel fundamental para a segurança hídrica, a biodiversidade e a resiliência climática do Estado. A redução do desmatamento em São Paulo demonstra que políticas públicas integradas, aliadas à fiscalização e à restauração ambiental, produzem resultados concretos”, afirma.
O Atlas da Mata Atlântica é produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE desde 1989 e monitora os remanescentes florestais do bioma nos 17 estados abrangidos pela Lei da Mata Atlântica. Nesta edição, foram analisados 99,6% dos 130,9 milhões de hectares da área de aplicação da legislação ambiental.
Paralelamente à redução do desmatamento, o Governo de SP também ampliou as ações de restauração ambiental . Desde 2023, São Paulo soma mais de 41 mil hectares de áreas compromissadas para recuperação ambiental – o equivalente a 55 mil campos de futebol, incluindo cerca de 10 mil hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs), fundamentais para a proteção de nascentes, rios e mananciais estratégicos para o abastecimento. As ações incluem recuperação de vegetação nativa, formação de corredores ecológicos e iniciativas voltadas à segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas.
A proteção do patrimônio ambiental paulista também avançou , com a criação do Parque Estadual do Morro Grande, em 2025. Com quase 11.000 hectares e localizados entre Cotia e Ibiúna, a unidade é vital para a preservação da Mata Atlântica e para o abastecimento hídrico de mais de 450 mil pessoas.
Além desta Unidade de Conservação, também foi promovido o reconhecimento de 1.441,9 hectares em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Das novas reservas reconhecidas pela Fundação Florestal, cinco já foram oficialmente averbadas como Unidades de Conservação privadas: Fruta do Lobo (Bananal), Entre Rios (Bofete), Reserva do Pinhal – Gleba 5 (Piracaia), Reserva do Pinhal – Gleba 10 (Piracaia) e Reserva Bracatinga (Santa Isabel). Essas iniciativas reiteram o compromisso contínuo do Estado com a expansão das áreas protegidas em São Paulo.
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