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PF diz ao STF que troca de delegado em investigação sobre Lulinha foi “burocrática”

PF diz ao STF que troca de delegado em investigação sobre Lulinha foi “burocrática”

26/05/2026 às 10h22 Atualizada em 26/05/2026 às 10h27
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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PF diz ao STF que troca de delegado em investigação sobre Lulinha foi “burocrática”

PF diz ao STF que troca de delegado em investigação sobre Lulinha foi “burocrática”.

 

Mudança retirou delegado responsável pelo caso e ampliou pressão da oposição sobre apuração envolvendo filho de Lula.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a substituição da área responsável pelas investigações relacionadas ao INSS teve caráter administrativo e não representou interferência política nas apurações que atingem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

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A explicação foi enviada ao ministro André Mendonça em um ofício encaminhado no início do mês, obtido pela CNN. Mendonça é relator do inquérito que investiga suspeitas envolvendo descontos indevidos no INSS e possíveis relações de pessoas ligadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação da PF ocorreu após questionamentos sobre a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso. A mudança passou a ser explorada por parlamentares da oposição, que acusam a corporação de tentar reduzir o alcance das investigações envolvendo Lulinha.

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Segundo a Polícia Federal, a alteração decorreu apenas da transferência do caso para outra estrutura interna da instituição.

PF transferiu caso

Conforme a corporação, o inquérito deixou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou a tramitar sob responsabilidade da Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

A área é especializada em investigações que envolvem autoridades com foro privilegiado e atua diretamente em procedimentos supervisionados pelo Supremo.

Em nota, a PF afirmou que a mudança buscou “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, argumentando que a Cinq possui estrutura permanente voltada para casos considerados sensíveis e complexos.

Apesar da justificativa, a alteração resultou na saída do delegado que vinha conduzindo etapas centrais da investigação.

A equipe anteriormente responsável pelo inquérito foi autora de pedidos considerados estratégicos dentro da investigação. Entre eles, estão requerimentos de quebra de sigilo envolvendo Lulinha e a negociação da delação premiada do empresário Maurício Camisotti.

O acordo de colaboração chegou a ser encaminhado ao STF, mas acabou devolvido para reformulação após questionamentos relacionados à participação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo.

O caso teve de ser reiniciado com acompanhamento formal da PGR.

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