

Anexo do Memorial Casa Regis Pacheco
A noite desta segunda-feira (18) foi de aprendizado e fortalecimento para o cenário cultural de Vitória da Conquista. A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) realizou, na Casa Memorial Régis Pacheco, oPlantão Cultura Viva: Oficina e Tira-Dúvidas. O encontro reuniu artistas, produtores, agentes culturais e coletivos locais interessados em acessar os dois editais que estão com inscrições abertas no município por meio da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).
Instituída pela Lei nº 13.018/2014, a Cultura Viva apoia grupos e projetos em comunidades de todo o Brasil, reconhecendo os chamados Pontos de Cultura. Esses pontos são fundamentais para ampliar o acesso da população à arte e valorizar as tradições populares.
A coordenadora de Economia da Cultura do município, Maiza Leite, destacou que a iniciativa desempenha um papel pedagógico essencial para desmistificar os processos burocráticos.“Os editais são complexos, pois precisam acompanhar legislações federais, estaduais e municipais. Muitas vezes, os fazedores de cultura têm excelentes projetos, mas encontram dificuldades em detalhes técnicos, como anexar documentos de forma correta. Nosso intuito com essa capacitação é dar autonomia a eles, aumentando o número de inscritos e, consequentemente, gerando emprego e renda por meio da economia criativa local”, explicou Maiza.
Durante a oficina, que foi ministrada pelo agente do Ministério da Cultura, Yan Roberto, foram detalhados os dois certames atualmente em vigor no município, que atendem a diferentes perfis de proponentes:
Além do fomento financeiro imediato, a participação massiva dos agentes locais é estratégica para o futuro da cultura no município. Segundo Yan Roberto, o volume de inscritos serve como um diagnóstico para o Ministério da Cultura (MinC). “Mesmo que um projeto não seja contemplado de imediato, o número expressivo de inscrições prova a existência de demanda na cidade, o que ajuda a garantir e a ampliar o repasse de recursos federais nos anos seguintes” explicou Yan.
Para quem está na ponta produzindo arte, o momento representa uma virada de chave na organização do setor. A integrante do coletivo Casa da Cultura de Vitória da Conquista, Ana Carolina Guimarães de Souza, ressaltou que esses encontros promovem a integração mútua em vez da concorrência.
“Nos últimos anos, as coisas estavam lentas, mas agora percebemos um esforço do município para fazer as engrenagens andarem. Esse projeto de transformar coletivos em Pontos de Cultura está unindo a categoria e nos ajudando a vencer a burocracia”, afirmou Ana Carolina.
Ela lembrou ainda o impacto social direto que o incentivo financeiro traz para as comunidades vulneráveis de Vitória da Conquista. “Na Casa da Cultura, mantemos um educandário onde 70% dos alunos são bolsistas em situação de vulnerabilidade. Ver adolescentes de realidades muito tristes tocando piano brilhantemente nos enche de orgulho e nos dá a certeza de que a cultura constrói futuros melhores. É para isso que esses editais servem”, concluiu.
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