
Sergipe tem acumulado avanços históricos na área da Segurança Pública. A gestão estadual conseguiu, nos últimos três anos, com muito trabalho, planejamento, altos investimentos e integração das forças de segurança, alcançar uma sequência de resultados positivos que vêm mudando não apenas os indicadores oficiais, mas, também, a percepção da população no dia a dia, tirando o estado de uma posição desconfortável no país. Atualmente, Sergipe é considerado, pelo terceiro ano consecutivo, o estado mais seguro do Nordeste, além de aparecer como o terceiro estado brasileiro que mais avançou em segurança pública, entre 2023 e 2025, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).
Os resultados são reflexo de uma política baseada em investimentos contínuos, ampliação do efetivo policial, modernização tecnológica e integração entre as forças de segurança. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram, por exemplo, que Sergipe registrou, em 2025, o menor número de mortes violentas da série histórica iniciada em 2003. Foram 304 casos no ano passado, contra 1.306 registros em 2016, período considerado o mais crítico da violência no estado. A redução acumulada chega a 77,1%.
O secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy, atribui os avanços a uma atuação planejada e permanente. Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos fortaleceram áreas estratégicas da segurança e ampliaram a capacidade operacional das forças policiais. “Esses resultados não são obra do acaso. Eles são fruto de muito planejamento, do uso inteligente de dados e, principalmente, da integração permanente entre as forças de segurança, que atuam de forma coordenada em todo o estado”, destacou.
Os investimentos na área cresceram progressivamente nos últimos anos. Os aportes passaram de R$ 1,3 bilhão, em 2023, para R$ 1,7 bilhão, em 2024, com cerca de R$ 1,8 bilhão, em 2025. Os recursos foram destinados, especialmente, à aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos de proteção individual, sistemas de videomonitoramento, inteligência policial e modernização das estruturas operacionais.
Além da tecnologia, o reforço no efetivo também é apontado como uma das principais medidas para a redução dos índices de criminalidade. Foram incorporados 300 novos soldados e 30 oficiais à Polícia Militar. Além disso, a Polícia Civil passou a contar com mais 205 oficiais investigadores formados e três delegados. Já a Perícia Oficial recebeu 86 novos servidores, enquanto o Corpo de Bombeiros ampliou o quadro com a chegada de 94 novos bombeiros militares.
Segundo João Eloy, o fortalecimento das corporações permitiu ampliar a presença das forças de segurança nas ruas e garantir respostas mais rápidas às ocorrências. “Passamos a atuar com planejamento integrado, operações conjuntas e troca permanente de dados entre as forças de segurança. Isso permitiu mais agilidade no atendimento das ocorrências e maior eficiência nas investigações”, afirmou.
Sensação de segurança ampliada
Os reflexos desses avanços já são percebidos pela população. Em áreas movimentadas da capital sergipana, por exemplo, comerciantes, moradores e turistas relatam maior sensação de segurança em comparação aos últimos anos.
Com mais de duas décadas trabalhando no Mercado Municipal de Aracaju, a comerciante Alexsandra Silva afirma que o reforço do policiamento trouxe mais tranquilidade para comerciantes e clientes. “Evita muito roubo, muitos assaltos. Sabendo que tem um policiamento por perto para acionar imediatamente, já muda tudo. E os turistas precisam disso, querem passear tranquilamente com o celular na mão e não ser assaltados”, relatou.
A percepção é compartilhada por quem utiliza diariamente o transporte público da capital. Moradora de Aracaju, Laís Machado conta que circular pela cidade, hoje, gera menos preocupação do que em anos anteriores. “Ultimamente, tenho andado muito de ônibus e, para mim, está sendo bem tranquilo. Não tem mais roubo como era antes. A gente vê bastante viatura, tem muito policial. Está muito mais fácil de circular”, pontuou.
A sensação de segurança também chega a quem visita Sergipe pela primeira vez. Hospedada na Orla da Atalaia durante viagem a Aracaju, a paulista Márcia Regina disse ter escolhido o destino justamente pela tranquilidade associada ao estado. “Escolhemos vir para cá sabendo que é um estado seguro. Todas as pessoas que conversaram com a gente antes da viagem nos tranquilizaram bastante, dizendo que era super tranquilo sair, tanto de dia quanto de noite, com o celular na mão. Estamos hospedados na Orla da Atalaia e achamos o lugar bastante seguro”, mencionou.
Resultados
Os resultados também aparecem nos crimes patrimoniais. O roubo de veículos, por exemplo, caiu de quase três mil casos, registrados em 2017, para menos de 400 ocorrências, em 2025. Já os latrocínios - roubos seguidos de morte - reduziram 87,9% no mesmo período, passando de 58 casos, em 2017, para apenas sete registros no ano passado.
Aracaju apresentou uma das reduções mais expressivas. Em 2016, a cidade registrava taxa de 64,53 mortes violentas por 100 mil habitantes. Em 2025, o índice caiu para 16,33. O avanço também alcançou municípios do interior, como Itabaiana e Lagarto, além de cidades da região metropolitana.
João Eloy enfatiza que a atuação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) com foco na redução da criminalidade e segurança da população abrange todas as regiões do estado, o que é comprovado pelos índices de evolução da área. “Conseguimos avançar significativamente, tanto na capital quanto no interior, fortalecendo o policiamento, ampliando as ações de inteligência e investindo fortemente em tecnologia e presença operacional. Trabalhamos a segurança pública de forma integrada e equilibrada em todas as regiões de Sergipe. O nosso planejamento nunca foi concentrar investimentos apenas na capital ou em áreas específicas, mas garantir que todo o estado receba atenção, estrutura, efetivo e operações estratégicas. Os resultados mostram exatamente isso, tivemos redução significativa dos índices de violência tanto em Aracaju e na região metropolitana quanto no agreste, baixo São Francisco, sertão e demais regiões do estado”, reforçou.
Mais tecnologia e inteligência
Outro fator apontado pela Secretaria da Segurança Pública como decisivo para os avanços é o uso da tecnologia. O videomonitoramento, a integração de dados e o fortalecimento das ações de inteligência passaram a ser ferramentas centrais no combate ao crime organizado e na prevenção da violência. “O enfrentamento ao crime organizado deixou de ser apenas reativo e passou a acontecer de maneira preventiva, estratégica e contínua”, ressaltou o secretário João Eloy.
Além das ações repressivas, o Governo do Estado também ampliou iniciativas preventivas, como policiamento comunitário, palestras em escolas e projetos educativos desenvolvidos pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e pelo Núcleo de Prevenção da SSP.
De acordo com João Eloy, mesmo diante dos resultados históricos, a meta da Segurança Pública é continuar avançando. Atualmente, Sergipe registra cerca de 13 mortes por 100 mil habitantes - índice bem inferior ao registrado há uma década. A intenção, segundo o gestor da SSP, é reduzir a taxa para menos de dez casos por 100 mil habitantes nos próximos anos. “A nossa meta é consolidar Sergipe como referência nacional em preservação de vidas e combate qualificado à criminalidade”, completou.









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