
Reunião foi convocada para esta terça-feira e acontece em meio a críticas de aliados sobre a forma como Flávio tem se comunicado sobre a crise.
O PL marcou para esta terça-feira uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pela sigla, e as bancadas de senadores de deputados federais da legenda. O encontro é a primeira grande reunião do partido após a crise deflagrada com a divulgação das mensagens em que Flávio pede dinheiro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidenciável do PL já fez diversas reuniões desde quando o caso veio à tona, mas foram encontros com uma participação mais restrita. Flávio já se aconselhou com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que será o coordenador de sua campanha, e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, mas essa será a primeira grande reunião onde um grande número de parlamentares vai debater as estratégias políticas com o pré-candidato
A condução de Flávio sobre a crise tem sido alvo inclusive de críticas de aliados. O entorno do filho do ex-presidente disse que ele tem se pronunciado rápido demais e no calor do momento, o que abre margens para falas de improviso que podem ser classificadas como contraditórias pelos adversários.
Uma das falhas apontadas foi o fato de ele ter negado inicialmente ter pedido dinheiro para Vorcaro e depois admitido.
Outro sinal da falta de alinhamento foi a versão dada pelo deputado Mario Frias (PL-SP), envolvido na produção do filme, que negou que Vorcaro tivesse financiado o longa-metragem.
A fala de Frias aconteceu ao mesmo tempo que Flávio havia admitido ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro. Depois, Frias disse que negou o envolvimento pessoal de Vorcaro como pessoa física, mas a reportagem do Intercept apontou que a empresa Entre Investimentos e Participações teria sido usada pelo ex-banqueiro para fazer os repasses ao filme.
O influenciador Paulo Figueiredo, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), criticou uma entrevista dada por Flávio à Globo News na última quinta-feira. De acordo com ele, há um problema de “comunicação e política” na oposição.
“Por que ele decide ir na TV em frente a alguns dos jornalistas mais hostis (e até preparados) do Brasil sobre um assunto que ele não domina, escapa ao meu entendimento. Mas, ele é o candidato, tem que fazer as coisas do jeito que acha que tem que fazer. Aos amigos e apoiadores cabe aconselhar e apoiar. Repito apenas que não temos um problema jurídico, mas de comunicação e política”.
O próprio Eduardo, irmão de Flávio, em uma transmissão ao vivo no domingo, também fez uma crítica similar.
“A gente demora um pouco para responder porque não podemos dar uma resposta qualquer, senão vamos cair em contradição, em falta de informação completa, o que é um prato cheio para nossos inimigos.”
O publicitário Marcello Lopes, que ficará responsável pela comunicação da campanha de Flávio, está de férias nos Estados Unidos e isso também foi alvo de críticas de aliados.
Em resposta nas redes sociais, o Fabio Wajngarten, que comandava a Secretaria de Comunicação da Presidência na gestão presidencial de Bolsonaro, minimizou:
“É o 01 da campanha e conforme combinado com o cliente ( Flavio ) e todos os demais envolvidos ele assumirá a partir de 01/06”.
Em meio a crise, partidos que negociam um apoio a Flávio, como a federação União-PP e o Republicanos, deram um freio nas conversas e avaliam neutralidade.
Em outra frente, a Polícia Federal investiga se o dinheiro do filme possa ter sido usado para outros fins, como financiar a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, algo que ele nega,
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