
Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com leve alta de 0,08%, aos R$4,8949..
O dólar disparou durante a tarde e fechou a quarta-feira novamente acima dos R$5,00, após a publicação de uma reportagem do Intercept Brasil sobre ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
Operadores e analistas avaliaram que a reportagem enfraquece a candidatura de Flávio, visto atualmente como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral de outubro.
“Sem dúvida, isso impacta na interpretação do mercado das chances do Flávio nas eleições. Não sei até que ponto isso vai se traduzir em perda de votos, mas reduz as chances do Flávio. Então, com certeza isso mexe com a bolsa, com curva de juros, mexe com expectativas também de eleição”, diz Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.
O dólar à vista fechou a sessão em alta de 2,27%, aos R$5,0059. Foi a maior alta percentual em um único dia desde 5 de dezembro do ano passado, quando a moeda norte-americana subiu 2,34%. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 8,80% ante o real.
Às 17h05, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 2,33% na B3, aos R$5,0280.
Reportagem do Intercept Brasil publicada nesta tarde diz que Flávio teria negociado com Vorcaro R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro, atualmente preso, está no centro do escândalo da liquidação do Master.
Mais cedo, uma pesquisa Genial/Quaest já havia mostrado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numericamente à frente de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de outubro.
Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio. Na prática, há empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 40% e Flávio somava 42%.
Em simulação de primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estão empatados com 4%.
(Com Reuters)
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