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Flávio Bolsonaro resgata aliados deixados no governo do pai em equipe de pré-campanha.

Flávio Bolsonaro resgata aliados deixados no governo do pai em equipe de pré-campanha.

13/05/2026 às 12h02
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Flávio Bolsonaro resgata aliados deixados no governo do pai em equipe de pré-campanha.

Flávio Bolsonaro resgata aliados deixados no governo do pai em equipe de pré-campanha.

 

Equipe reúne nomes que passaram por crises, desgastes e disputas internas no mandato de Bolsonaro.

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente.

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A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência. Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do governo.

O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial.

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Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026.

Outro nome citado por aliados como atuante na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

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