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Estratégia de Lula para “mostrar entregas” começa a surtir efeito, aponta Quaest

Estratégia de Lula para “mostrar entregas” começa a surtir efeito, aponta Quaest

13/05/2026 às 11h12
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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Estratégia de Lula para “mostrar entregas” começa a surtir efeito, aponta Quaest

Estratégia de Lula para “mostrar entregas” começa a surtir efeito, aponta Quaest.

 

Após colocar ministros em agenda permanente de divulgação de ações do governo, Planalto vê crescer parcela dos brasileiros que dizem receber notícias positivas sobre a gestão.

A estratégia do Palácio do Planalto de ampliar a exposição pública dos ministros e intensificar a divulgação de programas federais começou a produzir sinais de melhora na percepção do eleitorado sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostram redução da percepção negativa sobre o noticiário envolvendo o governo e avanço das avaliações positivas.

Segundo o levantamento, caiu de 48% para 43% o percentual de brasileiros que afirmam ter visto mais notícias negativas sobre o governo Lula. Ao mesmo tempo, subiu de 23% para 32% a fatia dos que dizem ter acompanhado notícias mais positivas sobre a gestão petista.

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O movimento ocorre após semanas de mobilização da estrutura ministerial para divulgar programas econômicos e sociais do governo em entrevistas, agendas regionais e campanhas publicitárias. Nos bastidores, integrantes do Planalto vinham avaliando que o governo enfrentava um problema de comunicação e que medidas econômicas recentes não estavam chegando ao eleitorado de forma clara.

A ofensiva incluiu maior exposição de ministros em temas ligados a crédito, renegociação de dívidas, habitação, educação e emprego, além da tentativa de associar diretamente Lula às entregas do governo.

Aprovação melhora

Os números da Quaest sugerem que a mudança de estratégia coincidiu com uma melhora parcial da imagem do presidente e da gestão federal. A aprovação do governo Lula subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%.

Na avaliação do governo, os dados também apontam recuperação. O percentual dos que classificam a gestão como negativa recuou de 42% para 39%. Já as avaliações positivas passaram de 31% para 34%.

Apesar da melhora, o cenário segue longe de confortável para o Planalto. A desaprovação ainda supera numericamente a aprovação, principalmente entre eleitores de renda mais alta, homens, evangélicos e moradores do Sul e Sudeste.

Entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, a desaprovação do governo permanece em 58%, contra 39% de aprovação. No eleitorado evangélico, Lula continua enfrentando forte resistência: 65% desaprovam o governo e 30% aprovam.

Por outro lado, o governo mantém vantagem relevante entre beneficiários do Bolsa Família, eleitores do Nordeste e brasileiros de menor renda. Entre quem recebe o benefício social, a aprovação chega a 57%, contra 38% de desaprovação.

A melhora mais relevante para o Planalto, porém, apareceu entre eleitores independentes, grupo considerado estratégico para 2026. A aprovação do governo nesse segmento passou de 32% para 37%, enquanto a desaprovação caiu de 58% para 52%.

Mudança de estratégia

Integrantes do governo vinham defendendo internamente que a recuperação da popularidade dependeria menos de grandes anúncios e mais da capacidade de transformar políticas públicas em percepção concreta no cotidiano do eleitor.

O avanço do programa Desenrola 2.0, a ampliação de linhas de crédito popular e a agenda econômica voltada à redução do endividamento passaram a ser tratados pelo governo como instrumentos não apenas econômicos, mas também políticos.

A pesquisa também foi realizada após a reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, episódio que ajudou o governo a produzir uma agenda menos defensiva no noticiário político. Auxiliares do presidente avaliam que o encontro reforçou a imagem institucional de Lula em um momento de forte polarização interna.

Mesmo com os sinais de recuperação, o levantamento mostra que a disputa presidencial segue aberta. No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dentro da margem de erro.

O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03598/2026.

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