
Pesquisa mostra recuperação parcial da aprovação presidencial puxada por eleitores sem alinhamento político.
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou três pontos percentuais e chegou a 49% na nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). A aprovação subiu para 46%, interrompendo a sequência de deterioração registrada ao longo dos últimos meses. 

O movimento mais relevante apareceu entre os eleitores independentes, grupo considerado estratégico para a disputa de 2026. Nesse segmento, a aprovação oscilou de 32% para 37% entre abril e maio, enquanto a desaprovação caiu de 58% para 52%. Os dados indicam uma redução parcial da resistência ao governo fora da base tradicional lulista.
O levantamento mostra, porém, que Lula continua enfrentando forte rejeição em segmentos centrais do eleitorado. Entre homens, a desaprovação permaneceu em 55%, enquanto a aprovação subiu apenas um ponto, para 43%.
Já entre mulheres, o presidente voltou a abrir vantagem: 48% aprovam o governo, contra 44% que desaprovam.
Na divisão por renda, a principal dificuldade continua concentrada na classe média e nas faixas de renda mais altas. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, a desaprovação caiu de 62% para 58%, mas ainda supera com folga a aprovação, que ficou em 39%. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, o governo segue em terreno negativo: 52% desaprovam e 43% aprovam. 
O cenário é diferente entre os mais pobres. Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula mantém vantagem confortável, com 54% de aprovação e 40% de desaprovação. O desempenho também segue forte entre beneficiários do Bolsa Família, faixa em que a aprovação alcança 57%, contra 38% de desaprovação. 
A divisão regional segue praticamente consolidada. No Nordeste, a aprovação ficou em 63%, contra 33% de desaprovação. Já no Sul, a rejeição ao governo segue elevada, em 61%, enquanto apenas 35% aprovam a gestão. No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, a desaprovação recuou de 58% para 54%, enquanto a aprovação subiu para 40%. 
Entre evangélicos, o governo continua enfrentando um dos maiores níveis de resistência. A desaprovação caiu de 68% para 65%, mas ainda permanece muito acima da aprovação, que ficou em 30%. Entre católicos, o quadro é mais equilibrado: 55% aprovam e 42% desaprovam o governo. 
Na faixa etária, Lula segue mais competitivo entre eleitores acima de 60 anos, grupo em que registra 51% de aprovação e 43% de desaprovação. Entre jovens de 16 a 34 anos, o cenário é inverso: 55% desaprovam o governo e 41% aprovam. 
A pesquisa também mostrou leve melhora na avaliação qualitativa do governo. A percepção negativa caiu de 42% para 39%, enquanto a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. A taxa dos que consideram a gestão regular permaneceu em 25%. 
O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03598/2026. 
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