
Depois de 20 anos, o time inglês volta à decisão da principal competição europeia de clubes.
Dono da melhor campanha da fase de classificação da Champions League, com 100% de aproveitamento, o Arsenal manteve o embalo no mata-mata e, com 1 a 0 sobre o Atlético de Madrid nesta terça-feira e a manutenção da invencibilidade, se tornou o primeiro finalista da atual edição, na qual buscará o inédito título.
Depois de 20 anos, o time inglês volta à decisão da principal competição europeia de clubes. Em 2006, o Arsenal encarou o Barcelona na sua única disputa do título e acabou sofrendo uma dura derrota, de virada, por 2 a 1, após mandar no marcador até o fim.
Diante de quase 80 mil pessoas no Estádio de Saint-Denis, na França, abriu o placar com Campbell ainda na primeira etapa. Aos 31 minutos da fase final, Samuel Eto'o empatou e, logo depois, o brasileiro Belletti definiu a virada para lamento dos ingleses e festa catalã.
A decisão da atual edição está agendada para dia 30 de maio, na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria. O Arsenal aguarda o atual campeão Paris Saint-Germain ou o Bayern de Munique, que definem a outra vaga nesta quarta-feira, na Alemanha, com vantagem francesa após 5 a 4 na ida.
Os torcedores do Arsenal fizeram gigante festa com fogos de artifício antes de as equipes entrarem no gramado do Emirates Stadium. O mosaico mandou a mensagem aos espanhóis com "over land and sea", expressão inglesa que significa que eles acompanham o time "sobre terra e mar" - ou seja, fazem a diferença. A cantoria era alta em maneira de intimidação.
Depois do 1 a 1 na Espanha, os Gunners precisavam realmente do poder de sua torcida diante de um rival duro e acostumado a jogar como visitante. Somente o triunfo dava a vaga direta para as equipes seguirem o sonho do inédito título.
Como havia previsto, Diego Simeone contou com os recuperados Julián Álvarez e Giuliano Simeone, substituídos no Metropolitano com dores, ao lado do Griezmann no ataque. Do outro lado, Arteta trouxe um setor ofensivo bastante mexido, com Trossard, o capitão Bukayo Saka e Eze nas vagas de Odegaard, Martinelli e Madueke. Apenas Gyökeres foi mantido.
Invicto na Champions, o Arsenal queria ser protagonista desde o apito inicial. Mas Simeone "tinha um plano" e este era contra-atacar com velocidade. Julián Álvarez causou o primeiro susto, mandando rente à trave. O argentino ainda reclamou de penalidade após enrosco na área. Via-se um Atlético de Madrid mais atrevido e tranquilo em campo.
Coube ao zagueiro Gabriel Magalhães tirar o primeiro "uh" da torcida inglesa. Se as tramas ofensivas eram inoperantes, a batida de longa distância quase tira o zero do placar. A reclamação de pênalti mudou de lado após choque de Griezmann em Trossard.
O Arsenal pouco produzia na frente diante de boa defesa espanhola, mas saiu em vantagem com seu capitão, Bukayo Saka, aos 44 minutos, aproveitando o rebote de Oblak na batida forte de Trossard.
Na volta do intervalo, Giuliano Simeone recebeu lançamento longo, driblou o goleiro Raya, mas acabou atrapalhado por Gabriel Magalhães e acabou perdendo a chance do empate ao Atlético de Madrid. O VAR ainda analisou possível pênalti no lance.
As estratégias iniciais se inverteram. O Arsenal, até então propondo o jogo, agora tinha os contragolpes a seu favor, enquanto o Atlético de Madrid já não se defendia tão bem, sob obrigação de sair ao ataque para buscar o empate e, por consequência, dando espaços aos ingleses. Gyokeres, na pequena área, mandou a chance de ampliar para o alto.
Simeone cobrava calma de seus comandados, confiante na igualdade que levaria a partida à prorrogação. Porém, a tranquilidade da primeira etapa virou pó após o gol de Saka. E quem estavam aliviados em campo eram os ingleses.
O empolgado líder da Premier League ergueu a parede atrás, não aproveitou as escapadas em alta velocidade, é bem verdade, mas soube sofrer diante de um modificado Atlético de Madrid já sem suas principais peças e comemorou muito a volta à final da Champions League.
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