
Aliado de Bacellar, parlamentar é investigado por fraudes em contratos públicos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 5, a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de compra de materiais e de prestação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Um dos alvos de prisão é o deputado estadual Thiago Rangel (Avante).
Suspeito de envolvimento em fraudes, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) construiu sua carreira política no Norte Fluminense e se tornou aliado próximo do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União).
Ele foi eleito deputado estadual em 2022, com 31,1 mil votos, após disputar cargos anteriores e ocupar funções no IPEM-RJ e no Detro-RJ. Antes disso, exerceu mandato como vereador em Campos, cidade onde consolidou sua atuação política.
A prisão ocorre no âmbito de uma investigação que apura a existência de uma organização criminosa voltada ao direcionamento de contratos na Secretaria estadual de Educação. Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas ao grupo teriam sido favorecidas em contratações de obras e fornecimento de materiais para escolas estaduais. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Rangel já havia sido alvo de outra operação recente. Em 2024, a Operação Postos de Midas investigou suspeitas de irregularidades em contratos públicos com indícios de sobrepreço e desvio de recursos.
Segundo os investigadores, os valores obtidos nessas operações eram posteriormente lavados por meio de uma rede de postos de combustíveis associada ao grupo. À época, o deputado negou envolvimento.
A investigação atual inclui o cumprimento de sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, dentro da força-tarefa Missão Redentor II, que busca desarticular estruturas criminosas com conexão com agentes públicos.
Além da atuação política, Thiago Rangel é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita aos 18 anos em Campos dos Goytacazes. Ela também ocupou cargo no governo estadual como subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade.
A Polícia Federal afirma que as investigações seguem em andamento para mapear a estrutura do grupo e identificar outros envolvidos no esquema.
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