
Estados Unidos e Irã seguem lutando pelo controle do Estreito de Ormuz.
O dólar opera com baixa perante o real nesta terça-feira (5), com investidores avaliando os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã, enquanto repercutem a ata da última reunião do Copom.
O dólar opera com baixa perante o real nesta terça-feira (5), com investidores avaliando os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã, enquanto repercutem a ata da última reunião do Copom.
Às 11h58, o dólar à vista operava em baixa de 0,88%, aos R$ 4,924 na venda. O dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — caía 0,34% na B3, aos R$ 4,982.
A trégua no Oriente Médio voltou a ser posta em dúvida depois que os EUA e o Irã lançaram novos ataques na disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, em meio a relatos conflitantes sobre a passagem de navios pelo estreito nos últimos dias.
Na frente de dados, as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos caíram em março, mas um aumento nas contratações sugere que o mercado de trabalho está se recuperando do equilíbrio depois de passar por dificuldades no ano passado.
As vagas de emprego em aberto, uma medida da demanda de mão de obra, caíram em 56.000 no último dia de março, para 6.866 milhões, informou o Escritório de Estatísticas do Departamento do Trabalho em sua pesquisa Jolts. Economistas consultados pela Reuters previram 6.835 milhões de empregos não preenchidos.
No cenário doméstico, o Banco Central avalia que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
“O Comitê mais uma vez debateu alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação”, disse o BC no documento.
Segundo Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, a ata do Copom de abril cita o ano de 2028 pela primeira vez nos documentos do Comitê, sinalizando que as expectativas de inflação estão se desancorando além do horizonte usual de política monetária.
No mercado brasileiro, os investidores seguem prevendo chances majoritárias de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas as apostas na manutenção da taxa em 14,50% não são desprezíveis.
O nível ainda elevado da Selic vem sendo relatado como um dos motivos para o forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil nos meses anteriores, conduzindo as cotações do dólar para níveis mais baixos. Em 2026, o dólar acumulado caiu próximo de 10% ante o real até agora, apesar do estresse traído pela guerra no Oriente Médio.
(Com Reuters)
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