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PF ainda examina contas de Lulinha três meses após autorização do STF.

PF ainda examina contas de Lulinha três meses após autorização do STF.

05/05/2026 às 10h15
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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PF ainda examina contas de Lulinha três meses após autorização do STF.

PF ainda examina contas de Lulinha três meses após autorização do STF.

 

Filho do presidente nega ter cometido qualquer crime ou envolvimento com as fraudes no INSS.

Três meses após a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a quebra de sigilo, a Polícia Federal (PF) ainda analisa as contas bancárias de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em busca de indícios de pagamentos mensais que teriam sido feitos pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

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A perícia ocorre na investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A apuração busca confirmar o depoimento de uma testemunha que afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS que o empresário teria realizado repasses mensais de cerca de R$ 300 mil a Lulinha. Segundo o relato, os pagamentos seriam recorrentes e fariam parte de uma relação mais ampla entre o lobista e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Investigadores ouvidos no caso, no entanto, admitem limitações na análise. De acordo com pessoas ligadas à apuração, eventuais transferências feitas em dinheiro em espécie ou por meio de contas de terceiros podem não ser identificadas.

Em janeiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o escândalo do INSS, autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís após um pedido da PF e apesar do parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Advogado de Fábio Luís, Guilherme Suguimori afirmou que acompanha o caso desde a apresentação do relatório da PF. Na época, a defesa pediu acesso aos autos, mas não houve apreciação por parte de Mendonça.

— Prestamos esclarecimentos por petição e aguardamos desenvolvimento de investigações. Estamos aguardamos com tranquilidade e calma — disse.

Lulinha nega ter cometido qualquer crime ou envolvimento com as fraudes no INSS.

Engavetado por parlamentares, o relatório da CPI do INSS chegou a pedir o indiciamento de Lulinha por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. O texto citava que a investigação conduzida pela PF demonstrava que o Careca do INSS “cultivava uma relação de proximidade com Fábio Luís Lula da Silva que transcendia os limites de uma simples amizade ou convívio social”.

Em janeiro deste ano, a PF informou ao STF que apurava citações a Lulinha no inquérito sobre fraudes no INSS. À época, a corporação afirmou que não havia indícios de envolvimento direto do empresário nas irregularidades investigadas, mas mencionou a possibilidade de um vínculo indireto, que seria analisado no curso das investigações.

Na mesma manifestação, a PF ressaltou que, até aquele momento, não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas condutas relacionadas aos descontos associativos fraudulentos investigados no âmbito do INSS.

As investigações também alcançaram a empresária Roberta Luchsinger, alvo de busca e apreensão em dezembro do ano passado.

Ela é apontada como integrante do chamado “núcleo político” do grupo investigado. Segundo a PF, sua atuação seria relevante para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas para a lavagem de capitais.

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