
Metal volta ao patamar de US$ 4.500 em sessão marcada por ameaças de Donald Trump a Teerã e ataques a petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos, elevando a cautela no mercado global.
O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira, 4, em forte queda, retomando o patamar de US$ 4.500 por onça-troy, conforme a escalada das tensões no Oriente Médio voltaram a impulsionar o dólar e movimentar as expectativas de política monetária dos Estados Unidos. A prata também registrou baixa acentuada.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 2,4%, a US$ 4.533,3 por onça-troy. Já a prata encerrou com perdas de 3,80%, a US$ 73,522.
A escalada das tensões no Oriente Médio acompanha o endurecimento na postura de Washington e de Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã será “varrido da face da Terra” caso ataque embarcações do país, segundo a Fox News. A declaração acontece após os iranianos alertarem os estadunidenses para não entrarem no Estreito de Ormuz, em resposta às declarações de Trump de que os EUA vão guiar navios presos na via.
Também contribuindo com o sentimento, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que um ataque a drones iranianos causou um incêndio de grandes proporções em petrolíferas do país. O cenário voltou a impor postura mais cautelosa nos mercados e a deixar o petróleo, assim como o dólar, mais fortalecidos.
Em consequência, o ouro fica mais caro para compradores não dolarizados. Para analistas na ANZ Research, os preços de energia elevados aumentam as chances dos juros permanecerem elevadas em um “futuro próximo”.
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