
Recursos não resgatados irão para fundo que cobre calotes e amplia descontos.
O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (4), a nova versão do programa Desenrola, que visa reduzir o endividamento das famílias.
Entre as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, está a utilização de valores esquecidos por clientes em instituições financeiras para viabilizar a nova fase do programa. A estimativa é direcionar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para reforçar o fundo que dará garantia às renegociações de dívidas.
Esses recursos serão incorporados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que funciona como um colchão de proteção para os bancos. Na prática, parte do fundo cobre eventuais inadimplências, o que reduz o risco das instituições financeiras e permite oferecer condições mais favoráveis aos devedores.
Dados do Banco Central indicam que ainda existem R$ 10,55 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras. Desse total, R$ 8,15 bilhões pertencem a 47 milhões de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões estão vinculados a mais de 5 milhões de empresas. Até agora, já foram devolvidos R$ 14,14 bilhões aos titulares desses recursos.
Para viabilizar o uso desses valores, o Ministério da Fazenda prevê a publicação de um edital que abrirá prazo de 30 dias para que clientes solicitem o resgate do dinheiro. Após esse período, os recursos não reclamados poderão ser transferidos para o FGO.
Segundo o governo, haverá uma reserva de 10% do montante transferido para garantir eventuais pedidos posteriores de resgate por parte dos correntistas. O restante será direcionado à estrutura de garantias do programa.
A estratégia busca ampliar a capacidade do Desenrola 2.0 de reduzir o endividamento das famílias, ao mesmo tempo em que mantém a segurança do sistema financeiro. O governo avalia que, ao reduzir o risco para os bancos, será possível aumentar a oferta de renegociações com descontos mais elevados.
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