
Líder do governo no Congresso diz que a base de apoio ao presidente é minoritária e que hoje, no Senado, a base mais identificada com o bolsonarismo chega próximo a 35 senadores.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) atribuiu à antecipação da disputa eleitoral a derrota sofrida pelo governo nesta semana, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “O que foi avaliado não foi o currículo, nem o notório saber, nem a reputação do ministro Messias. O que foi considerado foi a antecipação da disputa eleitoral”, disse o senador em entrevista ao jornal O Globo.
Ele lembrou que a população escolheu em 2022 um presidente com uma opção política e elegeu um Congresso com outra opção política, com campo majoritário conservador. Ele frisou que a base de apoio ao presidente é minoritária tanto na Câmara quanto no Senado e que hoje, no Senado, a base mais identificada com o bolsonarismo chega próxima de 35 senadores
Randolfe destacou que o governo já sabia da enorme dificuldade para a aprovação de Messias desde novembro, desde a nomeação e que a votação foi ficando cada vez mais pressionada com a aproximação do período eleitoral. “Eu tinha um termômetro mais desfavorável. Comecei a sentir isso com mais intensidade na Comissão de Constituição e Justiça. Quando saiu o resultado de 16 votos, já não era um cenário confortável”, afirmou.
Segundo o senador, no dia da votação, a planilha dos governistas apontava entre 43 e 45 votos favoráveis, mas que ele advertiu que a conta não estava correta e que havia inconsistências, precisando checar alguns nomes. “Cheguei a ligar para o ministro José Guimarães apontando as dificuldades. Mas havia um termômetro da maioria dos líderes de que o número existia”, disse.
O líder do PT também destacou que o presidente Lula tinha consciência do risco de derrota, mas que houve uma decisão consciente de levar a indicação até o fim. “Uma decisão correta, na minha avaliação. A indicação ao STF é uma prerrogativa do presidente da República”, analisou.
Sobre uma nova indicação para a vaga no Supremo, Randolfe disse que Rodrigo Pacheco pode não estar mais disponível, mas que essa decisão é do presidente.
Política Com segurança e privatizações no centro, Tarcísio e Haddad reeditam disputa em SP.
Política Pesquisas mostram desafio para pelo menos oito governadores nas eleições de 2026.
Política Dino prorroga por tempo indeterminado afastamento de vice de Macapá. Mín. 18° Máx. 26°