
De acordo com as novas regras da Academia, os cineastas podem usar ferramentas de IA, mas um ator "sintético" não seria elegível para um Oscar.
Por Lisa Richwine
LOS ANGELES, 1 Mai (Reuters) – Os organizadores do Oscar emitiram novas regras nesta sexta-feira (1º) para esclarecer que a atuação e a escrita devem ser realizadas por seres humanos e não por inteligência artificial para serem elegíveis para as maiores honras da indústria cinematográfica.
As alterações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se aplicam às inscrições para a próxima cerimônia do Oscar, programada para março de 2027.
A IA generativa gerou alarme no setor de cinema e TV, pois os trabalhadores temem que os estúdios usem a tecnologia para substituir os trabalhadores humanos a fim de reduzir os custos.
A estreia, no ano passado, de uma ‘atriz’ gerada por IA, chamada Tilly Norwood, e o fato de seu produtor se gabar do interesse de executivos de estúdios aumentaram as preocupações e provocaram uma reação negativa do sindicato de atores SAG-AFTRA.
De acordo com as novas regras da Academia, os cineastas podem usar ferramentas de IA, mas um ator ‘sintético’ como Norwood não seria elegível para um Oscar, disse o grupo em um comunicado. Ele disse que os roteiros devem ter ‘autoria humana’ para serem considerados.
As regras estabelecem que a Academia pode solicitar informações adicionais para verificar se os roteiros enviados foram criados por humanos.
(Reportagem de Lisa Richwine)
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