
O documento indicou uma dívida total de aproximadamente R$ 2 bilhões.
A SAF Botafogo divulgou na noite desta quinta-feira o balanço financeiro de 2025. O documento indicou uma dívida de aproximadamente R$ 2 bilhões. A maior parte do passivo consolidado indicou R$ 1,1 bilhão somente em valores a pagar pela contratação de jogadores. O clube está punido atualmente com transfer ban da Fifa e está impedido de registrar novos atletas.
A dívida é composta por R$ 1,35 bilhão de passivo circulante, ou seja, com vencimento em até 12 meses. A maior parte deste montante (R$ 880,7 milhões) se refere à “fornecedores e contas a pagar”, que engloba pendências com transferências de atletas e outras diversas. Somado com o que precisa ser pago a longo prazo, o número pela compra de jogadores chega a R$ 1.105.262.000,00.
O passivo não circulante, por sua vez, apontou uma dívida acumulada de R$ 662,7 milhões, com R$ 286,8 milhões em obrigações com “fornecedores e contas a pagar” e R$ 201,1 mi em obrigações tributárias de longo prazo.
Paralelamente, o clube social mantém uma dívida histórica em processo de reestruturação, com redução de R$ 550 milhões desde 2022, mas ainda impactada por débitos reativados e pela obrigação legal de destinar 20% das receitas da SAF ao pagamento desse passivo. Levando em consideração as duas instituições jurídicas, a pendência total vinculada ao Botafogo chega a R$ 2,5 bi.
Apesar do cenário financeiro delicado, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão. O principal motor de receita foi a negociação de atletas, que gerou R$ 733 milhões, representando alta de 661% em relação ao ano anterior.
Os números foram impulsionados pelas transferências de Luiz Henrique ao Zenit, da Rússia, e de Thiago Almada ao Atlético de Madrid, da Espanha. As premiações esportivas também tiveram peso relevante, somando R$ 269 milhões, além de receitas com sócio-torcedor (R$ 52 milhões) e licenciamento e vendas (R$ 60 milhões). O Botafogo foi um dos quatro brasileiros a participar do Mundial de Clubes da Fifa, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Fluminense.
Responsável pela auditoria independente, a BDO se absteve de emitir opinião sobre as demonstrações financeiras, citando “limitações de escopo e falta de evidências suficientes”. Entre os problemas apontados estão ausência de confirmações externas, documentação incompleta e dúvidas sobre valores a receber, inclusive de entidades ligadas ao grupo controlador.
O relatório destaca ainda incerteza quanto à continuidade operacional da SAF, que apresenta capital circulante negativo de R$ 952 milhões e passivo a descoberto de R$ 431,9 milhões. A disputa societária pelo controle do futebol alvinegro é citado como um dos obstáculos para o cumprimento de obrigações, uma vez que não sem suporte financeiro do controlador.
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