
Para marcar o Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga um panorama recente do mercado de trabalho baiano com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC/IBGE). O balanço compara os resultados de 2025 com os de 2024 e aponta continuidade do processo de melhora nos principais indicadores de emprego e renda no estado.
De acordo com o levantamento, a Bahia encerrou 2025 com uma taxa anual de desocupação de 8,7%, menor nível de toda a série, iniciada em 2012. Foi o quarto recuo consecutivo da taxa de desemprego, sequência inédita no histórico da pesquisa. Em 2024, o indicador havia sido de 10,8%.
A redução do percentual de desemprego ocorreu em um contexto de avanço da ocupação e queda no número de pessoas desocupadas. A população ocupada cresceu pelo quinto ano seguido, alcançando 6,511 milhões de trabalhadores, o maior contingente já registrado pela PNADC no estado. Na comparação anual, o aumento de 3,4% superou o desempenho do Brasil (+1,7%) e do Nordeste (+1,2%).
Já o total de desempregados caiu para 621 mil pessoas, menor marca da série histórica. O contingente recuou pelo quarto ano consecutivo, com queda de 18,8% frente a 2024, recuo superior ao observado no Brasil (-14,5%) e no Nordeste (-13,2%).
Outro dado destacado foi a redução do desalento, situação de quem queria trabalhar e estava disponível, mas desistiu de procurar emprego por falta de oportunidades adequadas ou outras barreiras associadas ao mercado. Em 2025, a Bahia contabilizou 500 mil pessoas desalentadas, resultado inferior ao de 2024 e o menor volume desde 2015. O número representa a segunda queda anual consecutiva desse indicador.
No campo da renda, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos aumentou pelo terceiro ano seguido, chegando a R$ 2.284, maior valor desde 2020 e o terceiro maior da série histórica.
A massa de rendimento real habitualmente recebida por mês também bateu recorde, ao atingir R$ 14,587 bilhões em 2025 e demarcar o maior montante da sequência histórica. Foi o quarto avanço consecutivo, movimento inédito na série. Conforme a análise dos dados, o crescimento decorreu simultaneamente da ampliação do número de ocupados e da elevação do rendimento médio.
A Bahia ainda registrou a maior massa de rendimento habitual entre os estados do Nordeste e o sétimo maior montante do país.
Apesar de avanços diversos no mercado de trabalho, a taxa anual de informalidade aumentou e ficou em 52,8% da população ocupada em 2025. Embora superior à estimativa de 2024, o percentual segue como o terceiro menor da série histórica do estado.
Perspectivas para 2026
A SEI avalia que o cenário macroeconômico para 2026 tende a ser mais desafiador, diante da incerteza global, inflação persistente, juros elevados e ano eleitoral. Nesse contexto, a expectativa é de desaceleração adicional da economia e de avanços mais moderados nos indicadores econômicos. Ainda assim, a projeção é de que o mercado de trabalho continue gerando postos de trabalho e renda até o fim do ano, embora em ritmo menos intenso.
Fonte
Ascom/SEI
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