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Ceará projeta se tornar base tecnológica do país com investimentos bilionários em Data Centers

O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, destacou grandes ações do Governo do Ceará no painel “Data Centers na Região Norde...

30/04/2026 às 12h22
Por: Redação Fonte: Secom Ceará
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Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, destacou grandes ações do Governo do Ceará no painel “Data Centers na Região Nordeste”, realizado nesta quarta-feira durante o evento InterSolar Brasil Nordeste, no Centro de Eventos do Estado. Dentre os pontos de destaque de sua fala, o gestor detalhou a estratégia de governo para transformar o território cearense no principal hub de economia do conhecimento do país, ancorado em uma infraestrutura sem precedentes na América Latina.

O InterSolar Brasil Nordeste é um dos principais eventos voltados ao setor de energia solar e renováveis, reunindo especialistas, investidores e gestores públicos para discutir o futuro da transição energética. A programação do painel de Data Centers focou em como a posição geográfica privilegiada do Ceará, aliada à oferta de energias renováveis (solar e eólica), cria o ambiente perfeito para atrair megaprojetos de tecnologia que demandam alta carga energética e conectividade.

Fábio Feijó apresentou o Ceará como um estado que “conjuga os verbos manter, melhorar e avançar”, se referindo à continuidade das políticas públicas de longo prazo na gestão do governador Elmano de Freitas. O grande anúncio do titular da SDE foi o detalhamento do investimento da Omnia Data Centers na ZPE Ceará (Zona de Processamento de Exportação). Foram pontos detalhados pelo titular da SDE:

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Investimento total: mais de R$ 200 bilhões nas quatro fases do projeto até 2033 (valor próximo ao PIB de 2023 do Estado, que foi de R$ 232 bilhões).

Primeira fase: já em obras desde janeiro, com aporte de R$ 55 bilhões, sendo R$ 12 bilhões destinados apenas à infraestrutura física.

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Dimensão física: a magnitude do projeto é comparada, em escala, a seis shoppings RioMar (unidade Papicu) após a conclusão de todas as etapas.
Conectividade: o estado já conta com 18 cabos submarinos e é a segunda região mais conectada do mundo.

“A nossa ambição é atrair o cliente do Data Center — as Big Techs e OTTs. Se o Porto do Pecém nos permite atrair a indústria tradicional, os Data Centers serão o nosso porto digital. O capital humano cearense é o nosso maior ativo, e a matéria-prima para a indústria do conhecimento é gente qualificada”, afirmou o secretário Fábio Feijó.

Ações estratégicas de Governo

O secretário elencou, também, os pilares que sustentam a atração desses investimentos, focando na integração entre energia, logística e educação:

Potencial energético híbrido: o Ceará possui capacidade de gerar até 643 GW (somando eólico e solar). Feijó destacou a “complementaridade”, onde parques híbridos geram energia 24h por dia, garantindo estabilidade aos Data Centers.

Infraestrutura logística: além dos modais aéreo e marítimo consolidados, o secretário celebrou o avanço da Transnordestina, com previsão de inauguração para o segundo semestre de 2025.

Capital humano: com 87 das 100 melhores escolas públicas do Brasil e a chegada do novo campus do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), o Estado se prepara para formar engenheiros em energias renováveis e sistemas de TI.

Política de compra local: uma inovação da atual gestão é o compromisso de “cotar” com empresas cearenses. Dos R$ 190 milhões já contratados pela Omnia em três meses, 90% foram destinados a empresas locais.

Efeito “TikTok”: Do Data Center ao Agronegócio

Um dos pontos significativos da apresentação foi como o investimento em tecnologia impactará o setor de exportação de frutas. Fábio Feijó explicou que o cliente da Omnia (como o TikTok) trará cerca de 15 cargueiros aéreos mensais da China para o Ceará a partir de 2025.

“Esses aviões virão lotados de equipamentos e voltariam vazios para a China se não tivéssemos inteligência de Estado. Estamos planejando usar o frete de retorno para exportar melão (fruta perecível), vestuário, calçados e flores. Isso é transformar tecnologia em oportunidade real para o interior do Ceará”, explicou Feijó.

Ao finalizar, o secretário reforçou que a ZPE Ceará garante segurança jurídica e isenção tributária para exportadores de serviços, transformando o estado em um polo de exportação de dados com competitividade global.

O painel contou com a mediação de Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC, e além do secretário da SDE, reuniu lideranças estratégicas como o Rodrigo Abreu (CEO da Omnia Data Centers), Tito Costa (Chief Revenue Officer da Tecto Data Centers) e Daniel Lima (diretor da Agrosolar Investimentos Sustentáveis).

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