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Acre tem a menor desigualdade salarial do país, aponta relatório

O 5º Relatório de Transparência Salarial indica que o mercado de trabalho no Acre mantém um cenário de equilíbrio em relação à igualdade salarial e...

30/04/2026 às 09h46
Por: Redação Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

O 5º Relatório de Transparência Salarial indica que o mercado de trabalho no Acre mantém um cenário de equilíbrio em relação à igualdade salarial entre homens e mulheres, colocando o estado na primeira posição no ranking nacional de remuneração entre os gêneros.

Remuneração média das mulheres em dezembro de 2025, nesses estabelecimentos, foi de R$ 2.356,89, enquanto os homens receberam R$ 2.565,24. Foto: Alice Leão/Secom
Remuneração média das mulheres em dezembro de 2025, nesses estabelecimentos, foi de R$ 2.356,89, enquanto os homens receberam R$ 2.565,24. Foto: Alice Leão/Secom

Segundo o relatório, as mulheres recebem 91,9% do salário médio dos homens. Em dezembro de 2025, o Acre contava com 120 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 39,4 mil vínculos formais. Desse total, 17,5 mil postos eram ocupados por mulheres, sendo 13,3 mil por mulheres negras (76%) e 4,2 mil por mulheres não negras (24%).

Entre os homens, havia 21,8 mil trabalhadores, dos quais 16,8 mil eram negros (77%) e 5 mil não negros (22,9%). No Acre, a remuneração média das mulheres em dezembro de 2025, nesses estabelecimentos, foi de R$ 2.356,89, enquanto os homens receberam R$ 2.565,24. Entre as mulheres, o rendimento médio foi de R$ 2.298,54 para mulheres negras e R$ 2.565,32 para mulheres não negras. Já entre os homens, o rendimento médio foi de média R$ 2.499,67 para homens negros e R$ 2.821,54 para homens não negros.

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Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Já os estados com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

O Painel do Relatório de Transparência Salarial também apresenta um panorama atualizado, referente ao primeiro semestre de 2026, sobre o percentual de estabelecimentos que adotam políticas de incentivo à contratação de mulheres nas diferentes unidades da federação.

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No Acre, 19% dos estabelecimentos com 100 ou mais empregados possuem algum tipo de política voltada a ampliar a presença feminina no mercado de trabalho. Entre eles, 2,5% adotam ações específicas para incentivar a contratação de mulheres vítimas de violência doméstica; 15,2% possuem políticas voltadas à contratação de mulheres LGBTQIAP+; 8,9% mantêm iniciativas para a contratação de mulheres com deficiência; e 16,5% implementam políticas de incentivo à contratação de mulheres negras.

Com trajetória marcada pela atuação na defesa dos direitos das mulheres, Simone Santiago, secretária de Estado da Mulher, apontou um dos principais desafios enfrentados pela pasta.

“Um dos principais desafios que identificamos é garantir autonomia financeira às mulheres. Estamos buscando parcerias e criando frentes de atuação voltadas ao empoderamento econômico, porque entendemos que, quando a mulher conquista autonomia financeira, ela também fortalece outras dimensões da sua autonomia — emocional, social e até mesmo a liberdade de expressar sua opinião e ocupar seu espaço na sociedade.”

Ação firme e contínua

A governadora Mailza Assis destaca que a luta pela equidade salarial entre homens e mulheres é uma pauta que exige ação firme e contínua do Estado.

“Não basta reconhecer a desigualdade, mas é preciso enfrentá-la com políticas públicas que promovam a autonomia da mulher e garantam que ela ocupe espaços de destaque e estratégicos, mostrando suas capacidades técnicas e liderança”, pontuou.

O governo, por meio da Secretaria da Mulher e em parceria com demais pastas, trabalha diariamente para fortalecer a inclusão e ampliar programas estaduais que asseguram respeito às mulheres.

“São iniciativas que vão desde a promoção da igualdade no mercado de trabalho até a criação de oportunidades para que mulheres estejam presentes em cargos de decisão, contribuindo com sua competência e visão para o desenvolvimento da sociedade”, destaca.

Ela completa ainda defendendo que equidade não é apenas uma questão de justiça, mas de progresso.

“Quando o Estado investe na mulher, investe em toda a comunidade, porque garante que talentos sejam reconhecidos, que vozes sejam ouvidas e que o futuro seja construído com diversidade e respeito.”

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