
Lisa Klaveness contesta legitimidade da premiação e apoia denúncia ao Comitê de Ética por violação da neutralidade política da entidade durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026
O prêmio Fifa da Paz, concedido pela entidade que comanda o futebol mundial está em xeque. Nesta segunda-feira, a presidente da Associação Norueguesa de Futebol (NFF), Lisa Klaveness pediu que a honraria seja abolida durante uma conferência de imprensa.
De acordo com informações do jornal espanhol LA VANGUARDIA, a dirigente cobra isenção por parte da Fifa e anunciou que vai apoiar uma denúncia de violação da neutralidade política pela premiação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a publicação, em fevereiro do ano passado a NFF se comprometeu estudar denúncia da ONG FairSquare contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, referente à premiação de Trump. A denúncia será analisada pelo Comitê de Ética da organização.
“Decidimos apoiá-lo e enviar uma carta à Fifa. A questão é que a entidade, por meio de seu presidente, violou as regras de neutralidade política ao conceder este Prêmio da Paz”.
Lisa Klaveness reforçou o posicionamento contrário da Federação Norueguesa quanto à criação do prêmio na época ao considerá-lo ilegítimo.
“Criticamos a criação deste prêmio. Ele não teve qualquer fundamento no Congresso da Fifa. Não tem legitimidade e claramente excede o mandato da entidade. É grave que um prêmio com motivação política e sem qualquer base esteja sendo criado”, declarou.
Em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o Prêmio da Paz da Fifa durante o evento de sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, realizado em Washington, capital americana. Estados Unidos, junto de Canadá e México, são as sedes do próximo Mundial.
Na ocasião, a entidade que comanda o futebol no mundo alegou que o prêmio, criado em 2025, busca “recompensar indivíduos que realizaram ações excepcionais e extraordinárias pela paz”.
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