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Empresa piauiense que usa buriti como matéria-prima é uma das quatro iniciativas do país selecionadas em programa de eficiência energética

Uma startup de base tecnológica do Piauí está entre as quatro empresas brasileiras selecionadas para a etapa final do Lab Procel II, um dos princip...

28/04/2026 às 15h33
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

Uma startup de base tecnológica do Piauí está entre as quatro empresas brasileiras selecionadas para a etapa final do Lab Procel II, um dos principais programas nacionais voltados à inovação em eficiência energética no setor da construção civil. A conquista da Buriti BioEspuma, sediada em Teresina, ocorre após um processo de desenvolvimento que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi).

Selecionadas entre diversas empresas participantes do edital nacional, as quatro iniciativas escolhidas receberão investimento superior a R$ 2 milhões para o desenvolvimento e consolidação de soluções tecnológicas voltadas à redução do consumo energético nas edificações.

A empresa integra o grupo com uma tecnologia baseada em biomaterial vegetal aplicada à melhoria do desempenho térmico das construções e à redução da energia incorporada nos materiais utilizados na construção civil.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Material aplicado/instalado em uma academia de condomínio. (Foto: Buriti BioEspuma)

O percurso trilhado pela empresa está diretamente ligado ao apoio da Fapepi, que contribuiu para transformar a pesquisa acadêmica em um produto de mercado por meio do programa Centelha. A iniciativa é voltada à criação de startups de base tecnológica a partir de ideias desenvolvidas em universidades e centros de pesquisa.

“A trajetória da Buriti Bioespuma é indissociável do apoio estratégico da Fapepi, que acreditou no nosso potencial desde o início com a aprovação no Edital Centelha, fornecendo o alicerce necessário para transformarmos uma ideia em uma solução de mercado”, afirma o professor Lívio César Cunha Nunes, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Lívio César, professor da UFPI e um dos cofundadores da iniciativa (Foto: reprodução internet)

Segundo o professor, a nova conquista reforça a importância do investimento público em ciência e inovação no estado. “Essa nova conquista no Procel II reafirma o papel vital da Fapepi como o grande motor do ecossistema de inovação no Piauí, demonstrando que o investimento contínuo em ciência e tecnologia local é capaz de projetar startups piauienses para o protagonismo nacional e internacional”, acrescenta Lívio César.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Biomaterial a partir do buriti

A tecnologia desenvolvida pela startup utiliza matéria-prima vegetal renovável proveniente do pecíolo da palmeira buriti. O material é transformado em isolantes térmicos e absorventes acústicos sustentáveis, voltados ao uso na construção civil.

Além de melhorar o desempenho térmico das edificações — o que contribui para reduzir o consumo de energia com climatização —, o biomaterial também apresenta baixo impacto ambiental, por substituir insumos industriais convencionais por matéria-prima natural e renovável.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Buriti BioEspuma

A proposta também fortalece cadeias produtivas locais ligadas ao extrativismo sustentável nas regiões das Matas dos Cocais, no Piauí e Maranhão, gerando renda para comunidades agroextrativistas e ampliando o potencial da bioeconomia regional.

Origem na universidade

A Buriti BioEspuma nasceu a partir de uma tese de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia dos Materiais da Universidade Federal do Piauí (UFPI), pelo pesquisador Felipe Fabrício, sob orientação do professor Lívio Nunes.

Hoje a empresa funciona incubada na Ineagro, incubadora de empresas do agronegócio da universidade, e reúne uma equipe formada também pelo pesquisador Renato Cosse, o administrador Leonardo Modesto e o arquiteto Taynan Rachid.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Imagem: arquivo Buriti BioEspuma

Atualmente, a startup já comercializa soluções voltadas ao conforto acústico, com produtos instalados em restaurantes, museus, escritórios e clínicas.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Buriti BioEspuma

Reconhecimento e expansão

Além do apoio do programa Centelha, a empresa também participou de iniciativas como o Startup Nordeste e vem ampliando sua presença no cenário internacional. A Buriti BioEspuma foi selecionada para eventos globais de inovação como o Gitex Expand North Star, em Dubai, nas edições de 2024 e 2025, e o Web Summit Lisboa 2025.

Com o investimento obtido no Lab Procel II, a startup entra em uma nova etapa de desenvolvimento tecnológico e expansão de mercado, consolidando-se como uma das iniciativas brasileiras com maior potencial de impacto na agenda de eficiência energética e inovação em materiais sustentáveis.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Material aplicado em um bar durante a CasaCor 2025 (Foto: Buriti BioEspuma).
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