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“Vamos votar contra”, diz líder da oposição sobre aprovação de Messias ao STF

“Vamos votar contra”, diz líder da oposição sobre aprovação de Messias ao STF

28/04/2026 às 13h44
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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“Vamos votar contra”, diz líder da oposição sobre aprovação de Messias ao STF

“Vamos votar contra”, diz líder da oposição sobre aprovação de Messias ao STF.

 

Líder da oposição endurece discurso antes da sabatina, enquanto Planalto tenta ampliar margem no Senado.

O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas afirmou, nesta segunda-feira (27) que a bancada do PL votará contra a aprovação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. (PL-DF). “

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A fala foi feita a dois dias da sabatina do advogado-geral da União na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para quarta-feira (29).

Izalci afirmou que a bancada do PL fechará posição contrária ao nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e antecipou que a atuação de Messias nos desdobramentos dos atos de 8 de Janeiro será um dos principais pontos de questionamento.

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O senador criticou a classificação dos ataques às sedes dos Três Poderes como tentativa de golpe, dizendo que se trata de uma “narrativa” política.

A ofensiva da oposição também inclui a retomada de episódios anteriores da trajetória do indicado. Izalci citou o caso de 2016, quando Messias foi mencionado em um diálogo entre Dilma Rousseff e Lula sobre a posse na Casa Civil. No mesmo movimento, defendeu que o Senado derrube o veto presidencial ao projeto que altera a dosimetria das penas relacionadas ao 8 de Janeiro, conectando o debate sobre o STF a uma agenda mais ampla no Congresso.

Pressão sobre o governo

Apesar do endurecimento do discurso oposicionista, o governo chega à sabatina com apoio próximo do necessário. Messias tem 13 votos favoráveis declarados na CCJ, um a menos do que o mínimo exigido para aprovação no colegiado de 27 membros.

O cenário se torna mais sensível no plenário. O Palácio do Planalto calcula ter cerca de 45 votos, apenas quatro acima do mínimo de 41 necessários para confirmar a indicação. A margem estreita levou o governo a intensificar as negociações nos últimos dias.

A estratégia é chegar à votação com um colchão mais amplo, de ao menos 50 senadores comprometidos, reduzindo o risco de dissidências em um ambiente pressionado pela oposição.

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