Política Política
Em tom irônico, Lula defende dar Nobel da Paz a Trump para não haver mais guerras
Em tom irônico, Lula defende dar Nobel da Paz a Trump para não haver mais guerras
21/04/2026 12h23
Por: Redação Fonte: Reuters

Em tom irônico, Lula defende dar Nobel da Paz a Trump para não haver mais guerras.

 

"Importante que a gente dê logo um Prêmio ⁠Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra", disse o brasileiro.

(Reuters) – O presidente Luiz ⁠Inácio Lula da Silva recorreu à ⁠ironia nesta terça-feira para voltar a criticar as guerras ‌no mundo ao defender que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receba o Prêmio Nobel da Paz ‌como forma de colocar fim aos conflitos ao redor do mundo.

‘Eu não sei se brincadeira ou não, o presidente Trump diz que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz. ⁠Então ‌é importante que a gente dê logo um Prêmio ⁠Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí o mundo vai viver em paz tranquilamente’, disse Lula em Lisboa, durante declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

No ano ​passado, após o comitê do Nobel decidir conceder o Prêmio da Paz à líder da oposição venezuelana ​Maria Corina Machado, Trump enviou uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, na qual afirmou que, como não recebeu o Nobel da Paz, não se via mais obrigado a pensar somente na paz.

‘Caro Jonas: ‌Considerando que seu país decidiu não ​me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na ⁠paz, embora ela ​sempre seja predominante, ​mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os ⁠Estados Unidos da América’, afirmou ​a mensagem, divulgada pelo governo da Noruega.

Em sua fala em Lisboa, Lula também criticou o Parlamento Europeu por contestar judicialmente ​o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, argumentando que os setores agrícolas dos dois blocos ​são complementares e ⁠não concorrentes.

‘Esse acordo começa a funcionar no dia 1º de maio, de forma ⁠provisória, porque o Parlamento Europeu entrou com um recurso na Justiça da União Europeia para tentar evitar, o que eu acho um erro, um equívoco muito grande do Parlamento Europeu’, disse Lula.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo;Edição Michael ​Susin)