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Programa Florestas Produtivas é destaque no ‘Maranhão no Campo’

Iniciativa do Governo Federal aposta na recuperação ambiental com geração de renda; no Maranhão, é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricult...

18/04/2026 às 10h25
Por: Redação Fonte: ALEMA
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Mário Porto entrevistou Élida Bogéa no programa deste sábado
Mário Porto entrevistou Élida Bogéa no programa deste sábado

Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos

O Maranhão, inserido na Amazônia Legal, tem se destacado como território estratégico para iniciativas que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento rural. Este é o foco do programa Florestas Produtivas, tema de entrevista exibida neste sábado (18), no ‘Maranhão no Campo’, da TV Assembleia. Para falar sobre a iniciativa, a coordenadora de campo do programa, Élida Bogéa, conversou com o apresentador Mário Porto.

O programa Florestas Produtivas integra uma política do Ministério do Desenvolvimento Agrário e busca recuperar áreas degradadas, ao mesmo tempo em que fortalece a agricultura familiar e comunidades tradicionais. Segundo a coordenadora, o programa já havia sido implantado inicialmente no Pará e chegou ao Maranhão devido à articulação local e ao potencial ambiental e social do estado.

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Élida Bogéa destacou que o território maranhense possui características únicas, resultado do encontro entre Amazônia e Cerrado, abrigando comunidades quilombolas, extrativistas e agricultores familiares que já desenvolvem práticas sustentáveis, mas ainda carecem de apoio técnico e acesso a crédito.

Um dos principais pilares do programa é a implantação de sistemas agroflorestais, técnica que reproduz o funcionamento da natureza ao combinar diferentes espécies em uma mesma área. Essa diversidade permite produção escalonada ao longo do tempo, garantindo renda contínua aos agricultores.

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Além de recuperar áreas degradadas, muitas delas impactadas pelo desmatamento e pela expansão desordenada da pecuária, o modelo contribui para a segurança alimentar e a preservação dos ecossistemas. “Quando se implanta um sistema agroflorestal, o produtor passa a colher no curto, médio e longo prazo, respeitando o ciclo natural das espécies”, explicou a coordenadora.

Diagnóstico e participação comunitária

O programa Florestas Produtivas começa com um diagnóstico detalhado das comunidades atendidas, etapa considerada essencial para entender as demandas locais e adaptar as ações à realidade de cada território. A proposta é que as comunidades participem ativamente da construção das soluções.

Entre as ações previstas estão mecanização da produção, assistência técnica, capacitação de jovens e incentivo ao empreendedorismo rural. O foco em juventude e mulheres é um dos diferenciais da iniciativa.

“A agricultura familiar não precisa mais ser sinônimo de sofrimento. Queremos que o campo seja visto como espaço de oportunidade e geração de renda”, afirmou Élida Bogéa.

O programa também prevê a criação de viveiros de mudas, casas de sementes e unidades demonstrativas, onde os agricultores poderão acompanhar na prática o funcionamento das tecnologias sustentáveis.

Outro destaque é o incentivo financeiro a projetos inovadores. Cerca de 200 propostas de jovens empreendedores rurais devem ser selecionadas para receber apoio e sair do papel.

A proposta do programa Florestas Produtivas se insere em um contexto global de enfrentamento às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que busca promover inclusão social e dignidade no campo.

Para a coordenadora, o maior desafio é integrar preservação ambiental e desenvolvimento econômico de forma equilibrada, respeitando as especificidades locais. “O programa responde a uma urgência climática, mas também social, produzir alimentos, gerar renda e recuperar o meio ambiente ao mesmo tempo”, concluiu.

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