Cidades João Pessoa - PB
Estação Cabo Branco recebe exposição de artista francesa que percorre imagens, memórias e espiritualidades
‘Atlas Sensível – Topografia de um Território Vivo’. Esta é a exposição imersiva que a artista francesa Romane Izkaria apresenta neste sábado (18),...
17/04/2026 22h31
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB

‘Atlas Sensível – Topografia de um Território Vivo’. Esta é a exposição imersiva que a artista francesa Romane Izkaria apresenta neste sábado (18), a partir das 16h, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizada no bairro do Altiplano. A exposição percorre um território feito de imagens, memórias e espiritualidades, incluindo um filme documental de 45 minutos exibido em uma instalação que evoca as televisões públicas das praças brasileiras dos anos 1980, criando um espaço coletivo de escuta.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

“A exposição reúne ainda uma grande instalação com impressões sobre papel de algodão e outros trabalhos que se desdobram no espaço”, disse Rodrigo Barão, um dos integrantes da Estação Cabo Branco, acrescentando que a exposição é desenvolvida a partir de uma imersão no Nordeste brasileiro. “O projeto dialoga com saberes da ciência da Jurema, revelando camadas invisíveis do território — entre crenças, presenças e formas de resistência”.

Sobre a artista – Romane Iskaria é uma fotógrafa e artista francesa. Seu trabalho se desenvolve entre a Europa, o Brasil e o Oriente Médio. Atuando na interseção entre a fotografia documental e narrativa, desenvolve projetos de longo prazo que exploram a memória, o exílio e a transmissão de identidades diaspóricas. Sua prática fotográfica envolve comunidades marcadas pelo deslocamento, pela injustiça histórica e pelo apagamento cultural.

Por meio de processos colaborativos e imersivos, cria espaços visuais onde vozes marginalizadas e histórias frágeis podem ressurgir, permitindo que narrativas pessoais e coletivas sejam compartilhadas e preservadas. Seu olhar, consciente de sua posição como mulher branca e estrangeira em um espaço marcado pela história colonial, carrega também os traços de uma herança Assíria marcada pelo deslocamento e pela violência histórica, o que ressoa diretamente em suas investigações sobre apagamento e comunidade. Inscreve-se assim em uma estética da relação: um trabalho fundamentado na escuta, na reciprocidade e na circulação das memórias. Seu trabalho foi exibido internacionalmente em toda a Europa, nos Estados Unidos, no Brasil e no Oriente Médio.

Iskaria possui mestrado em Fotografia e Artes Visuais do Espaço pela ENSAV La Cambre, em Bruxelas (2022), e DNAP pela Escola de Belas-Artes de Marselha (2018). Em 2024, recebeu o Emerging Belgian Photography Award do FOMU – Fotomuseum Antwerp Belgica.