
A defesa de Paulo Henrique Costa optou por manter a versão de que o ex-presidente é inocente e, para embasar, utiliza laudos técnicos que tentam comprovar motivação da compra de carteiras fraudulentas do Banco Master.
O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, detido na quinta-feira (16) por envolvimento no esquema envolvendo o Banco Master, foi aconselhado a tentar um acordo de delação premiada, mas preferiu manter a defesa com laudos técnicos. A informação foi confirmada pelo jornal Folha de S. Paulo.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pelo veículo afirmam que, apesar de avisos e da pressão de familiares para aceitar um acordo de delação, Costa preferiu insistir na construção de sua defesa com um viés técnico para demonstrar que suas compras de carteiras do Banco Master e de parte do próprio banco seriam um negócio positivo para o BRB.
Segundo os agentes, o ex-presidente do banco nunca chegou a oferecer delação e insistiu em manter a versão de que era inocente no caso.
A defesa de Costa sustenta a versão, afirmando que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão da última quinta-feira foi uma decisão exagerada da Justiça.
Paulo Henrique Costa é acusado de ter usado fundos geridos pela Reag Investimentos para viabilizar e ocultar o pagamento de propina na forma de imóveis bancados por Vorcaro. Segundo a PF, o valor foi dividido em seis apartamentos de luxo e tinha como principal objetivo garantir a compra das carteiras de crédito fraudulentas.
Para dificultar o rastreio dos imóveis, a Reag Investimentos, que custodiava ativos do Master, realizou uma manobra contábil que permitiu ao banco abater artificialmente cerca de R$ 560 milhões do valor devido ao BRB no âmbito das operações fraudulentas.
De acordo com a PF, empresas foram adquiridas e adaptadas para garantir a operação de blindagem patrimonial de Costa. Na prática, o dinheiro era retirado de fundos ligados à Reag e, então, passava por essas empresas e somente depois era utilizado na compra dos imóveis, o que dificultava o rastreamento dos recursos e escondia o verdadeiro beneficiário.
O valor total chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos a Costa. A investigação também descobriu que Vorcaro suspendeu a transferência dos imóveis em maio de 2025, após receber informações de que havia uma apuração do Ministério Público Federal sobre o montante, o que impedia o pagamento integral pelo alto risco da transação.
Mensagens obtidas pela corporação e anexadas ao processo que resultou na prisão de Costa apontam uma relação de proximidade entre os ex-banqueiros.
Em diálogos anteriores à liquidação do Banco Master, Costa menciona estar tomando atitudes relacionadas aos interesses de Vorcaro, ao mesmo tempo em que comenta sobre a visita de sua esposa a um dos imóveis que teriam sido utilizados posteriormente como forma de pagamento.
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