
A prisão de um dos principais nomes ligados ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) mobilizou as forças de segurança na manhã desta quarta-feira (8). Cristiano Melo dos Santos, conhecido como “Camisa 11” ou “Tataí”, foi capturado em Corumbá, durante uma ação de policiais baianos com apoio de agentes do Mato Grosso do Sul, segundo apurado pelo BNEWS.
Apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Dias d'Ávila, na RMS, Cristiano era considerado peça de linha de frente da organização criminosa e mantinha ligação direta com Genilson Lima da Silva, o “Perna”, um dos nomes mais conhecidos do crime organizado na Bahia.
Contra ele, havia mandados de prisão em aberto, incluindo por homicídio qualificado. O suspeito integra o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), é a carta “Dez de Paus”, e tinha atuação também em Salvador.
Segundo as investigações, Cristiano é apontado como chefe do tráfico de entorpecentes na região e responsável por coordenar uma rota interestadual de drogas entre São Paulo e Bahia, usada para abastecer o comércio ilegal em municípios baianos.
Além disso, o suspeito também é investigado por porte ilegal de arma e já acumula passagens policiais por obtenção de vantagens financeiras com o tráfico e associação para o comércio ilegal de drogas, o que reforça, segundo a polícia, seu papel estratégico dentro da estrutura criminosa.
As autoridades não detalharam, até o momento, se o suspeito será transferido para a Bahia ou permanecerá sob custódia no Mato Grosso do Sul.
Ligação com “Perna”
Cristiano Melo dos Santos é apontado como aliado direto de “Perna”, identificado como Genilson Lima da Silva, considerado de alta periculosidade e já incluído no chamado “Baralho do Crime” da SSP-BA.
Ele se entregou à polícia em setembro do ano passado durante uma abordagem policial no Centro Comercial do Coophavila II, em Campo Grande (MS). Foragido da Bahia e condenado a 70 anos, “Perna” estava com mandado de prisão em aberto por envolvimento no assassinato do personal trainer Rodrigo Gama e também tem passagens por tráfico e estelionato.
De acordo com as autoridades policiais que investigavam a morte do personal, a motivação do crime foi uma bronca que “Perna” levou do personal trainer por estar filmando outras alunas na academia durante exercícios físicos. Além disso, Genilson estaria com ciúmes porque sua esposa seguia o profissional nas redes sociais.
“Perna” construiu histórico no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador, com atuação em cidades como Madre de Deus e São Francisco do Conde, além de envolvimento em homicídios. Ele também já foi alvo de operações anteriores e chegou a ser transferido para o sistema prisional federal.
Genilson, conhecido também como “General do Crime”, chegou a ser considerado o preso mais perigoso da Bahia, onde cumpriu pena entre 2005 e 2018. Ele também foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso em 2009 por comandar unidades penais da Bahia. Alvo de operação na Penitenciária Lemos Brito, na capital baiana, Genilson tinha diversas regalias, inclusive cópia da chave da cela.
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