Preços subiram 2,16% entre janeiro e março ante mesmo período do ano passado, de acordo com o índice BV Auto; em 12 meses, a alta até março é de 7,33%.
Os preços dos automóveis usados subiram 2,16% no primeiro trimestre de 2026 ante o mesmo período do ano passado, acumulando assim a maior alta para o período desde 2022, conforme dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo IBV Auto, índice do banco BV. Apenas no mês de março, a alta apurada foi de 0,71%, maior que o 0,55% observado em fevereiro, mas abaixo do resultado de janeiro, quando o índice bateu 0,90%.
“Com mais uma forte alta em março, o IBV Auto encerrou o primeiro trimestre com o maior percentual desde 2022, confirmando o aquecimento do mercado de usados. Em um cenário de renda e crédito resilientes, mesmo com a Selic em patamar elevado, a demanda segue firme, impulsionada pelo menor custo dos usados em relação aos veículos zero-quilômetro e pela ampla oferta de modelos, marcas e faixas de preços”, afirma Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV.
No acumulado em 12 meses até março, o índice apresenta alta de 7,33% – percentual bem acima do IPCA em 12 meses, que até fevereiro estava em 3,81%, segundo dados do IBGE.
“Parte desse avanço reflete a base de comparação mais baixa do primeiro trimestre de 2025, quando o índice subiu apenas 0,28%, contra 2,19% no mesmo período de 2026. Na prática, o indicador aponta para um mercado aquecido, ainda que impulsionado por esse efeito de base. Nos próximos meses, a tendência é de continuidade da alta, mas com ritmo mais moderado no acumulado em 12 meses”, afirma Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
Na avaliação trimestral, a região que registrou a maior valorização no preço dos automóveis leves usados foi o Nordeste, com alta de 2,30%. Na sequência estão as regiões Sudeste (2,17%), Sul (2,03%), Centro-Oeste (1,83%) e Norte (1,46%).
Quando a análise é feita por Estados, as maiores variações trimestrais são de Pernambuco (3,56%), Rio Grande do Sul (2,67%) e Minas Gerais (2,66%). Na ponta oposta, os Estados que registram as menores altas foram Tocantins (1,13%), Goiás (1,11%) e Espírito Santo (0,96%).
Na análise mensal, em março a região Sudeste apresentou a maior variação de preços em relação a fevereiro, com alta de 0,78%, com destaque para São Paulo, onde o índice avançou 0,97%, acima da média regional e da variação nacional. No Nordeste, a alta foi de 0,72%, puxada principalmente por Pernambuco, que registrou variação de 1,43%.
Entre os estados que registraram deflação no mês, destacam-se Tocantins (-0,38%) e Goiás (-0,35%). Já no acumulado de 12 meses, os maiores avanços de preços foram observados em Pernambuco (8,02%), Minas Gerais (7,75%) e Rio de Janeiro (7,75%).