
A chegada de um filho muda tudo. A história de Bruna Sampaio, de 33 anos, mostra como esse caminho pode ser mais leve quando existe cuidado em cada etapa. Mãe do pequeno Victor Hugo, de 21 dias, ela viveu toda a gestação acompanhada pela rede pública de saúde do município, em um percurso que começou no pré-natal e seguiu até o nascimento.
Natural de Belém, Bruna chegou à cidade há quatro anos. O marido, Wellington Sampaio, vive em Marabá há cinco. Foi aqui que os planos do casal ganharam um novo rumo com a chegada inesperada da gravidez.
“Assim, logo quando eu descobri, eu tinha muita vontade de ser mãe, né? O meu esposo ele ainda não queria no momento, mas quando ele soube da gravidez, tudo foi diferente, né? Tudo foi mudando, a gente começou a ter novos pensamentos em relação a ser pais”, relata.


A notícia veio acompanhada de emoção e de um novo olhar sobre o futuro. “E aí quando a gente descobriu, a primeira coisa, eu no caso, eu chorei logo, mas foi bênção na nossa vida, tem sido bênção na nossa vida.”
Acompanhamento desde o início
O pré-natal foi realizado na UBS Amadeu Vivácqua, localizada no Núcleo São Félix, onde Bruna encontrou o primeiro suporte durante a gestação. O acompanhamento próximo e atento foi essencial para que ela se sentisse segura ao longo dos meses.
“Foi muito bom o atendimento. Desde o início que eu fui, comecei meu pré-natal, eles sempre me deram um suporte muito bom, sempre eles estiveram de olho em tudo em relação a mim e ao meu bebê”, conta a mãe.
A cada alteração identificada, a equipe agia de forma preventiva, encaminhando Bruna para avaliação no Hospital Materno Infantil sempre que necessário. Esse fluxo entre atenção básica e hospitalar garantiu continuidade no cuidado.
Projeto Acolher
Já na reta final da gestação, Bruna participou do Projeto Acolher, desenvolvido no Hospital Materno Infantil. A iniciativa tem como objetivo orientar gestantes sobre o parto, o pós-parto e os serviços disponíveis na unidade.
Para ela, o contato com o projeto foi determinante. “O que eu gostei muito foi em relação ao plano de parto, falando tudo sobre o plano de parto, sobre o que a gente pode escolher… foi isso que me fez sentir segura em relação ali também.”
Além das orientações, conhecer o ambiente hospitalar antes do parto ajudou a reduzir inseguranças, principalmente por se tratar de alguém que ainda estava se adaptando à cidade. A presença de Wellington durante esse processo também marcou a experiência do casal. “O projeto Acolher, eu acredito que é um projeto bem importante por conta dessa questão de nós não termos, muitas das vezes, experiência, para sanar algumas dúvidas”, comentou o pai.


Ele destaca ainda a importância do envolvimento paterno desde a gestação. “Eu acho importante estar presente, porque a paternidade é importante para ter esse laço juntamente, porque não faz por nós, mas sim pelo bebê.”
O cuidado durante o nascimento
Victor Hugo nasceu no dia 11 de março, às 8h28 da manhã, no Hospital Materno Infantil de Marabá. A chegada aconteceu por meio de uma cesárea, indicada após complicações na gestação. Mesmo diante da apreensão natural de uma primeira cirurgia, Bruna destaca o acolhimento recebido desde a internação. “Assim que eu cheguei… eles me internaram… e disseram: olha, você vai ficar aqui no hospital, para amanhã a gente fazer a sua cirurgia… foi excelente. Eu amei o trabalho deles.”
O momento do parto, marcado por nervosismo, também foi atravessado por gestos simples que fizeram diferença. “Eu estava nervosa, muito nervosa, mas o cuidado da equipe foi algo que me tranquilizou. Cada troca de turno era uma equipe nova e super atenciosa, as enfermeiras, todos eles, um doutor maravilhoso.”



Se o parto marca o nascimento, o cuidado não termina nele. No pós-operatório, Bruna precisou de atenção redobrada por conta da pressão arterial, e o acompanhamento seguiu constante. “Depois que eu tive o bebê, deu alterada a minha pressão. E mesmo assim, com aquele cuidado todo da equipe, deu tudo certo”, relembra Bruna.
A rotina hospitalar, segundo ela, era marcada pela presença ativa das equipes. “Cada plantão que trocava, era um cuidado diferente, era ali eles o tempo todo perguntando como é que a gente se sentia.”
Para Wellington, o atendimento recebido deixa clara a importância da estrutura oferecida. “Foi ímpar. Uma equipe muito dedicada em todos os sentidos, todos os profissionais ali.”
Um filho, uma Marabá, um pertencimento
Se a história começou em outra cidade onde Bruna e Wellington moravam, foi em Marabá que a família ganhou um novo capítulo e raízes. “Eu quero agradecer a Marabá, que me acolheu aqui nesse lugar maravilhoso, eu e o meu esposo, e agora o meu filho, que é marabaense.”
O nascimento de Victor Hugo consolida esse vínculo com a cidade, agora também lugar de origem.
“Eu sou muito feliz por ele ter nascido aqui nessa terra maravilhosa… onde a gente construiu a nossa família”, diz a mãe.
No aniversário de 113 anos de Marabá, histórias como a de Bruna mostram que o cuidado vai além da assistência: ele constrói confiança, fortalece laços e ajuda a transformar histórias. “Eu só tenho a agradecer pela vida do Victor Hugo, que ele é um marabaense com muito orgulho.”
Texto: Derik Lopes
Fotos: Sara Lopes
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