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Encontrado perto de Miami em 1957, Romeo acaba de ser reconhecido como o peixe-boi mais velho já registrado
Encontrado perto de Miami em 1957, Romeo acaba de ser reconhecido como o peixe-boi mais velho já registrado
02/04/2026 22h34
Por: Redação Fonte: Agência Revista Oeste

Encontrado perto de Miami em 1957, Romeo acaba de ser reconhecido como o peixe-boi mais velho já registrado.

 

Imagine um peixe-boi que estava nadando pelo litoral da Flórida antes de a maioria das pessoas vivas hoje terem nascido. Romeo, um peixe-boi-das-antilhas resgatado ainda jovem em 1957, acaba de receber o certificado oficial do Guinness World Records como o mais velho já registrado da espécie, com pelo menos 71 anos. E sua história vai muito além do recorde.

Quem é Romeo, o peixe-boi recordista?

Romeo é um peixe-boi-das-antilhas (Trichechus manatus) que vive atualmente no Gulfarium Marine Adventure Park, na ilha Okaloosa, em Destin/Fort Walton Beach, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Nascido na natureza, sua data exata de nascimento é desconhecida.

Quando foi encontrado próximo a Miami, em 1957, já era classificado como subadulto, com estimativa de 2 a 5 anos de idade. Com base nesse dado, ele tem pelo menos 71 anos em 2026, podendo chegar aos 75, segundo especialistas. Ao longo da vida, Romeo foi pai de nove filhotes.

Romeo é um peixe-boi-das-antilhas (Trichechus manatus) que vive atualmente no Gulfarium Marine Adventure Park, na ilha Okaloosa, em Destin/Fort Walton Beach

 

Como o Guinness World Records confirmou o recorde do peixe-boi?

Conforme comunicado oficial do Guinness World Records, o recorde foi confirmado em 27 de janeiro de 2026, na categoria “peixe-boi mais velho já registrado”. A marca é ainda mais expressiva quando se considera que a expectativa de vida média da espécie é de apenas 30 a 40 anos, embora alguns indivíduos possam atingir os 60.

O recorde anterior pertencia a Snooty, outro peixe-boi que viveu até os 69 anos e faleceu em um acidente em 2017 no South Florida Museum. Romeo superou essa marca e segue vivo.

Como é a rotina de Romeo no Gulfarium?

Romeo passou décadas no Miami Seaquarium, onde era conhecido como Big Bull. Desde junho de 2025, vive no Manatee Cove, área dedicada exclusivamente a ele no Gulfarium. A transição faz parte do cuidado contínuo que acompanha o animal há décadas.

A rotina do peixe-boi mais velho do mundo tem um ritmo bastante particular:

Por que é tão difícil um peixe-boi chegar aos 71 anos?

Na natureza, os peixes-bois enfrentam ameaças sérias que reduzem drasticamente a expectativa de vida da espécie. As principais causas de morte incluem:

A longevidade de Romeo é atribuída à vida em cativeiro controlado e ao acompanhamento veterinário constante ao longo de décadas. Sem esses fatores, dificilmente um peixe-boi chegaria perto dessa marca.

Na natureza, os peixes-bois enfrentam ameaças sérias que reduzem drasticamente a expectativa de vida da espécie

 

que Romeo representa para a conservação da espécie?

Conforme reportagem da People sobre o reconhecimento oficial, a história de Romeo ganhou repercussão internacional justamente porque combina longevidade extraordinária com uma narrativa de cuidado humano ao longo de gerações. Funcionários que trabalham com ele hoje não haviam nascido quando ele foi resgatado.

Para os pesquisadores e equipes de conservação, acompanhar um animal por tanto tempo oferece dados únicos sobre o envelhecimento da espécie, comportamento em cativeiro e respostas fisiológicas ao longo prazo, informações que dificilmente seriam obtidas de outra forma.

Romeo chegou aos 71 anos e ainda tem muito a ensinar

A história do peixe-boi mais velho do mundo não é só sobre números. É sobre o que acontece quando uma espécie vulnerável recebe décadas de cuidado consistente, e sobre o quanto ainda se pode aprender observando um animal que desafia os limites conhecidos da própria biologia.

Romeo continua sua rotina no Gulfarium, com a pedra favorita, o companheiro de sempre e o certificado do Guinness na parede. Para a espécie que ele representa, cada ano a mais é também um argumento vivo em favor da conservação.