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Elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia pode ter sido vítima de ação humana

Laudo aponta traumatismo crânio-facial compatível com impacto por instrumento contundente

02/04/2026 às 19h55
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Animal era acompanhado por um grupo de monitoramento ao longo de sua passagem pela costa alagoana - Ascom IMA
Animal era acompanhado por um grupo de monitoramento ao longo de sua passagem pela costa alagoana - Ascom IMA
Mary Landim Ascom IMA/AL

O Elefante-marinho encontrado morto na última terça-feira (31), em Jequiá da Praia, apresentava traumatismo crânio-facial e fratura completa de osso da face, na região da bochecha, com características compatíveis com impacto por instrumento contundente, conforme laudo da necropsia. Os achados indicam possível ação humana, o que pode configurar crime ambiental contra a fauna, conforme a Lei nº 9.605/98.


O animal havia sido acompanhado por um grupo de monitoramento ao longo de sua passagem pela costa alagoana. Conhecido como Leôncio, o Elefante-marinho chamou a atenção de especialistas e da população por se tratar de uma ocorrência incomum no litoral do estado.

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Leôncio foi avistado pela última vez por volta das 17h, na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no dia 27 de março. Na última terça-feira (31), foi confirmado que um animal da mesma espécie foi encontrado morto na mesma região.

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“Estamos muito tristes. Leôncio foi um visitante da nossa costa e mobilizou tanto a população quanto as equipes técnicas envolvidas no seu monitoramento”, destacou a médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília Pires.


A profissional explica que o animal estava em processo natural de muda de pele e pelos, período em que precisa permanecer em repouso. “Infelizmente, houve situações de estresse causadas pela aproximação de pessoas, o que fazia com que ele retornasse ao mar, prejudicando esse processo”, completou.




O diretor executivo do IMA/AL, Ivens Leão, reforçou que o órgão atuou de forma contínua no monitoramento do animal, seguindo planejamento técnico voltado à segurança e ao bem-estar da espécie.


“Seguimos empenhados em contribuir com as investigações, para que, caso a ação humana seja confirmada, os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou.


O grupo de monitoramento é formado por médicos veterinários e biólogos, com atuação integrada do Instituto Biota, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). 

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