
O aniversário de Marabá é feito de histórias. Algumas escritas no asfalto do centro, outras gravadas na terra firme da zona rural. Na Vila Santa Fé, a trajetória da cidade confunde-se com a de Dona Maria Aparecida da Silva Lopes. Moradora da localidade há mais de 40 anos, a aposentada e viúva é uma testemunha viva de que o “tempo das lamparinas” e do “poeirão” ficou no passado para dar lugar à dignidade.
Dona Maria lembra com detalhes de quando a Santa Fé era apenas uma estrada na mata.



“Só tinha a avenida principal. Não tinha energia, era na lamparina. A gente levava dois dias para chegar em Marabá, com carro quebrando na estrada”, recorda. Sua casa, muitas vezes, serviu de abrigo para viajantes que ficavam ilhados pela lama durante o inverno.
A educação foi o primeiro degrau da sua transformação pessoal. Enquanto criava os filhos trabalhando na roça, o desejo de acompanhar o crescimento deles a levou de volta aos estudos. “Concluí o ensino médio junto com meus filhos. Trabalhei 25 anos na escola Maria das Neves e vi meus filhos se formarem: hoje tenho filhas pedagogas e uma trabalhando na saúde, aqui mesmo na vila”.
A conquista do “Casa Legal”: o sonho da escritura própria
Para quem vive na comunidade há tanto tempo, o desenvolvimento não chegou apenas com obras, mas com o direito de dizer: “esta terra é minha”.
Através do programa Casa Legal, Dona Maria Aparecida viveu a realização de um sonho antigo: a documentação definitiva de sua casa.
Ela recorda que, no início, o ceticismo tomava conta da vizinhança. “Muitos diziam que não ia dar certo, mas a gente sempre acreditou. Senti firmeza na equipe desde o começo”, conta a aposentada, elogiando o atendimento atencioso dos técnicos. “
É o maior prazer saber que sou dona daquela propriedade. Agora a esperança está mais avivada”.
A segurança jurídica da posse da casa própria veio acompanhada de melhorias na infraestrutura que mudaram a rotina na Vila. Onde antes havia escuridão e medo, hoje há segurança e modernidade. “A iluminação pública de LED alegrou nossos corações. Agora dá para ir para a igreja, andar na rua, está tudo claro”, comemora. Além da luz, a pavimentação que começou a chegar à vila e o funcionamento pleno do Posto de Saúde, com suporte de ambulância, são marcos que ela faz questão de listar.
Dona Maria Aparecida não esconde o entusiasmo ao falar da equipe de governo e da figura do prefeito.
“Eu senti firmeza e vontade de fazer. Ele é uma pessoa de palavra, dedicada. A Vila Santa Fé abraçou essa transformação”.
Neste aniversário de Marabá, o depoimento de Dona Maria serve como um presente para todos os marabaenses. Um lembrete de que a persistência e a gestão podem transformar a poeira em progresso.
“As pessoas perguntam por que sou tão alegre, e eu digo que é porque acredito. A gente vê as coisas andando melhor, e eu só tenho a agradecer por tudo o que está acontecendo no tempo certo”, comemora.
Texto: Fabiana Alves
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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