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Tempo de Movimento: Balé Teatro Guaíra abre temporada 2026 com plateia lotada

Temporada de apresentações do ano iniciou com o espetáculo o “Tempo de Movimento”. Reunidas, as três peças abordam, sob diferentes perspectivas, a...

30/03/2026 às 14h41
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Três dias de muita emoção e plateias cheias tomaram conta do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) neste final de semana. O Balé Teatro Guaíra abriu oficialmente sua temporada de apresentações de 2026 com “Tempo de Movimento”, que reuniu quase 6 mil pessoas. A temporada também marca a despedida do bailarino Rodrigo Leopolldo, que segue para uma carreira na Europa e foi homenageado na última apresentação de domingo (29).

“Tempo de Movimento” marcou o retorno de “Unwaltz, isso não é uma valsa” do coreógrafo Mathieu Guilhaumon – apresentado em maio de 2024 – e de “Stol - uma questão de confiança”, de Alessandro Souza Pereira, e que teve uma pré-estreia simultânea na Dinamarca e no Guairinha no ano passado. “Tempo de Movimento” trouxe também a estreia de uma obra inédita: “Sospiri - ou sobre a finitude”, um entreato criado pelo diretor do Balé Teatro Guaíra, Luiz Fernando Bongiovanni .

Reunidas, as três peças abordam, sob diferentes perspectivas, a ideia de ciclos como um movimento contínuo de reorganização e foram criadas a partir de obras da música clássica, executadas pela Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência do maestro convidado Gustavo Petri. Enquanto “Unwaltz” se edifica a partir das valsas de Johann Strauss II (1825–1899), “Sospiri ou Sobre a Finitude” se desenvolve sobre o adágio Sospiri, de Edward Elgar (1857–1934), e “Stol” ganha seus contornos coreográficos ao som do célebre Bolero de Maurice Ravel (1875–1937).

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Para o público que assistiu “Tempo de Movimento” foi uma experiência profunda e emocionante. A engenheira Maria Gaetner é frequentadora assídua das apresentações do Balé Teatro Guaíra e da Orquestra Sinfônica do Paraná e se encantou com a apresentação de Unwaltz. “Foi uma experiência maravilhosa, uma sincronia excelente entre música e dança, e achei interessante trazer uma valsa que vai se modificando com uma coreografia mais contemporânea, foi bem diferente”, disse.

A professora e advogada Ursula Andreia Ramos veio acompanhada da mãe e da filha assistir à apresentação de balé e se emocionou com “Sospiri”. “Foi tudo maravilhoso e me emociona demais ouvir a música ao vivo e perceber os sentimentos envolvidos, as emoções que afloram nas coreografias. Fiquei comovida com Sospiri, fiquei tão imersa que não consegui nem fazer um registro. Foi lindo”, contou.

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“Foi tudo muito lindo e fiquei muito maravilhada com Stol, muito bonito mesmo”, disse a mãe de Úrsula, a aposentada Lourdes de Campos. “Foi espetacular, a harmonia dos bailarinos, os elementos cênicos, tudo condizia muito bem dentro do espetáculo”, comentou a filha de Úrsula, a estudante Andrea Dias, de 12 anos.

A estudante de pós-graduação Amir Bovenschulte destacou o equilíbrio entre as três apresentações. “Tinha uma primeira parte que trazia uma leveza, a segunda que trazia um drama e o fechamento com a última apresentação que senti uma forte potência, como se fosse algo da terra, achei sensacional, da leveza para o drama, e fechando com o movimento mais potente”, avaliou.

SOBRE AS COREOGRAFIAS - “Unwaltz - isso não é uma valsa”, tem coreografia do bailarino francês e atual diretor artístico do Ballet Nacional Chileno, Mathieu Guilhaumon, música de Strauss, cenografia de Beto Rolnik e figurinos de Janaína Castro. A figurinista esteve na apresentação de sexta-feira e ficou fascinada com o resultado do seu trabalho em palco.

Ela, que vive e trabalha em Belo Horizonte, conta que não conseguiu participar da estreia do espetáculo em 2024 e somente agora pôde ver o resultado do seu trabalho nos palcos. “Eu fiquei tão emocionada, fiz os figurinos a distância e não pude vir. Quando eu soube que teria novamente a apresentação, eu não poderia perder essa chance e vim para assistir, foi tudo muito lindo, o cenário, a coreografia no palco, com a luz e figurino, fiquei muito feliz”, conta.

“Sospiri ou Sobre a Finitude”, a nova criação de Luiz Fernando Bongiovanni é um dueto interpretado pelos bailarinos Fernanda Verardo e Leonardo Giacomini. A obra foi inspirada no adágio Sospiri, do compositor inglês Edward Elgar, e trouxe ao palco uma reflexão poética sobre a ideia de finitude, não apenas associada à morte, mas aos diversos ciclos que marcam a experiência humana.

De autoria do coreógrafo Alessandro Souza Pereira, “Stol”, que em dinamarquês significa “cadeira”, também tem o sentido de “confiança” — é um indicativo de algo que é construído pelo homem, se contrapondo à ideia de natureza. Na obra, os bailarinos do BTG usam o corpo e os movimentos para falar sobre contrastes, marcados também pelo figurino, com uma máscara que cobre todo o rosto dos artistas.

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES- Encerrada a temporada de “Tempo de Movimento”, o Balé Teatro Guaíra agora deve se preparar durante os próximos dois meses em uma criação inédita: “Giselles”, uma releitura da clássica obra Gisele. O espetáculo contará novamente com a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná e será apresentado em uma longa temporada no fim do primeiro semestre, entre os dias 12 e 21 de junho.

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