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Israel acusa governo sírio de executar alauítas.

Israel acusa governo sírio de executar alauítas.

07/03/2025 às 19h48
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Reprodução/X
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Israel acusa governo sírio de executar alauítas.

Escalada da guerra entre milícias pró-Assad e forças do governo de transição preocupam o ministro da Defesa israelense.

Após a escalada do conflito entre o governo de transição da Síria e milícias leais ao ditador deposto Bashar Assad, o governo israelense acusou as autoridades sírias de promoverem um massacre contra a minoria alauíta no país.

O ministro da Defesa, Israel Katz, culpou o presidente interino da Síria, Ahmed al-Shaara, também conhecido como al-Jolani quando lidera o Hay’at Tharir al-Sham (HTS), pelas execuções.

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Katz fez menção à troca de vestimentas de Jolani, que abandonou a roupa de guerra e passou a usar ternos para representar a Síria como o novo presidente.

O novo líder sírio, contudo, prometia não perseguir rivais políticos e minorias, entre as quais a minoria alauíta da qual a família de Assad faz parte.

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Segundo o ministro, Israel vai “se defender contra qualquer ameaça” e protegerá as comunidades das Colinas de Golã e Galileia.

“Nós garantiremos que o sul da Síria permaneça desmilitarizado e livre de ameaças”, afirmou.

Katz disse ainda que Tel Aviv seguirá defendendo a comunidade drusa, como as Forças de Defesa de Israel fizeram na última semana.

Mais de 150 pessoas já foram mortas.

Leia mais: “Israel sai em defesa dos drusos na Síria”

Escalada

Na última quarta-feira, 5, milícias ligadas a Bashar Assad e as forças de segurança do governo interino entraram em confronto na região de Latakia.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, pelo menos 69 alauítas foram mortos em Al Shir e Al Mukhtariya.

As autoridades dizem estar respondendo à uma insurgência dos apoiadores de Assad, que teriam iniciado o confronto.

Desde que o regime foi deposto, em 8 de dezembro, este é o pior enfrentamento no país.

Alauítas perseguidos

Uma reportagem da revista britânica The Economist explorou os desafios enfrentados pelo governo de Ahmed al-Sharaa, o antigo chefe do HTS al-Jolani, de conciliar a proteção de grupos minoritários e, ao mesmo tempo, atender ao desejo de justiça entre os perseguidos por Assad.

Membros da seita alauíta, uma minoria da qual o ex-ditador fazia parte, já diziam se sentir vulneráveis.

Em Homs, há relatos de perseguição de outros grupos contra os alauítas sob a alegação de “justiça”.

Os apoiadores do Sr. Sharaa estão esperando em vão por reparação após décadas de ditadura, mesmo que ele esteja falhando em proteger os membros da seita alauíta do Sr. Assad da violência retributiva”, diz trecho da matéria.

Dezenas de pessoas, vistas como apoiadores do ditador Assad, foram sequestradas e mortas em áreas rurais da província.

Os grupos minoritários reclamam da falta de proteção de Sharaa.

 

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