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Paquistão recebe potências regionais para conversas sobre Irã com foco em Ormuz

Paquistão recebe potências regionais para conversas sobre Irã com foco em Ormuz

Redação
Por: Redação Fonte: Reuters
29/03/2026 às 12h17
Paquistão recebe potências regionais para conversas sobre Irã com foco em Ormuz

Paquistão recebe potências regionais para conversas sobre Irã com foco em Ormuz.

 

Os ministros das ‌Relações Exteriores das três potências regionais desembarcaram em Islamabad para as negociações, em meio a um alerta do Irã aos Estados Unidos.

O Paquistão recebeu neste domingo representantes da ⁠Turquia, Egito e Arábia Saudita como parte de seus esforços para intermediar o ‌fim do conflito envolvendo o Irã. As discussões iniciais se concentraram em propostas para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

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Os ministros das ‌Relações Exteriores das três potências regionais desembarcaram em Islamabad para as negociações, em meio a um alerta do Irã aos Estados Unidos contra o lançamento de um ataque terrestre e contínuos confrontos entre Irã, EUA e Israel.

Os países reunidos no Paquistão apresentaram propostas a Washington relacionadas ao tráfego marítimo e à reabertura do Estreito de Ormuz, disseram à Reuters cinco ⁠fontes ‌familiarizadas com o assunto, como parte de esforços mais amplos para estabilizar os fluxos ⁠de navegação.

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O Estreito de Ormuz era anteriormente uma via de passagem para cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, mas o Irã efetivamente interrompeu o fluxo de navios por ali em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, que começaram há um mês.

Propostas para reabertura de Ormuz

O Paquistão, que assim como a Turquia faz fronteira com o Irã, tem aproveitado seus laços estreitos tanto com Teerã quanto com Washington para se tornar um ​canal diplomático fundamental no conflito, enquanto Ancara e Cairo também têm atuado.

Uma fonte do Paquistão afirmou que propostas, inclusive do Egito, foram encaminhadas à Casa Branca pelo Paquistão antes da reunião de domingo e que incluíam estruturas de taxas semelhantes às do Canal de Suez.

Outras duas fontes paquistanesas disseram que a Turquia, o Egito e a Arábia ‌Saudita poderiam formar um consórcio para gerir o fluxo de ​petróleo através do estreito e pediram ao Paquistão que participasse.

As fontes disseram que a proposta de um consórcio de gestão foi discutida com os EUA e o Irã. A primeira fonte paquistanesa afirmou que o chefe ⁠do exército do país, Asim ​Munir, estava em contato ​regular com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Os ministérios das Relações Exteriores do Egito e do Paquistão não responderam ⁠ao pedido de comentários. O gabinete de imprensa ​do governo saudita e a Casa Branca também não responderam imediatamente ao pedido de comentários.

Uma fonte diplomática turca afirmou que a prioridade de Ancara era garantir um cessar-fogo.

‘Garantir a passagem segura dos ​navios poderia servir como uma importante medida para gerar confiança nesse sentido’, disse a fonte, que pediu anonimato.

Mais cedo neste domingo, o ministro das Relações ​Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, ⁠realizou reuniões bilaterais separadas com seus homólogos turco e egípcio, enfatizando o diálogo e o engajamento diplomático contínuo, informou ⁠o Ministério das Relações Exteriores.

Em outra declaração, Dar afirmou em um post no X que o Irã concordou em permitir a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz.

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