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Em Mônaco, Papa Leão XIV cobra partilha de riqueza com os mais pobres

Em Mônaco, Papa Leão XIV cobra partilha de riqueza com os mais pobres

28/03/2026 às 17h14
Por: Redação Fonte: Reuters
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O papa Leão concede audiência na Praça de São Pedro, no Vaticano - 17/12/2025 (Foto: REUTERS/Ciro De Luca)
O papa Leão concede audiência na Praça de São Pedro, no Vaticano - 17/12/2025 (Foto: REUTERS/Ciro De Luca)

Em Mônaco, Papa Leão XIV cobra partilha de riqueza com os mais pobres.

 

Pontífice pede solidariedade em enclave de bilionários e defende uso social da prosperidade.

Em sua primeira visita a Mônaco, o papa Leão XIV direcionou sua principal mensagem a um dos traços mais marcantes do país: a concentração de riqueza. Diante de autoridades e fiéis, o pontífice afirmou que a prosperidade deve ser compartilhada e usada para melhorar a vida coletiva.

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“Aos olhos de Deus, nada é recebido em vão. Todo bem colocado em nossas mãos traz consigo a necessidade de não ser retido, mas compartilhado”, disse durante a agenda no principado.

O encontro com o príncipe Albert II marcou o início da visita, realizada em um território conhecido por atrair grandes fortunas e operar como um dos principais centros financeiros da Europa. Como gesto simbólico, Leão XIV entregou ao chefe de Estado uma obra do Vaticano com a imagem de São Francisco de Assis, figura associada à renúncia de bens e à ajuda aos pobres.

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A viagem tem peso histórico. Segundo o Vaticano, é a primeira vez em cerca de cinco séculos que um papa visita o microestado. A escolha do destino também carrega um recado político de que países pequenos podem exercer influência relevante no cenário global.

Durante discurso na residência oficial do príncipe, o papa voltou ao tema da responsabilidade social da riqueza e incentivou que a prosperidade local seja direcionada “à lei e à justiça”. A fala ocorre em um contexto internacional de tensões geopolíticas, que também apareceram entre os moradores que acompanharam a visita.

“Há muita tensão no momento. Ele pode reunir as pessoas”, afirmou o residente Jean Claude Haddad, ao comentar a presença do pontífice.

Apesar da repercussão simbólica, a passagem teve público reduzido. Mônaco, segundo menor país do mundo, possui apenas 2,08 quilômetros quadrados, o que limitou a mobilização nas ruas durante o trajeto do papamóvel.

Além da agenda institucional, Leão XIV também abordou temas caros à Igreja. Em encontro com católicos locais, manifestou apoio ao veto do príncipe Albert a um projeto de legalização do aborto, reforçando a posição tradicional do Vaticano.

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