
Camisa de número 2 da seleção, a azul, vai ser lançada no amistoso contra a França, enquanto a amarela será usada contra a Croácia.
A seleção brasileira entra em campo nesta quinta-feira para enfrentar a França em um amistoso que vai além das quatro linhas. O duelo marca a estreia do novo uniforme número 2, peça que chega cercada de debates e simboliza uma espécie de “semana de moda para seleções”, impulsionada pela proximidade da Copa do Mundo de 2026.
A nova camisa, que será usada pela primeira vez diante da seleção da França, quase teve um destino completamente diferente. O modelo originalmente seria vermelho, mas a ideia foi abandonada de última hora após repercussão negativa, levando à adoção do tradicional azul como alternativa.
Ainda assim, o uniforme não escapou das críticas. A presença do logotipo da linha Jordan, ligada a Michael Jordan, no lugar do símbolo da Nike, gerou questionamentos sobre a associação entre um ídolo do basquete e a camisa de futebol da equipe brasileira.
As discussões, no entanto, não param por aí. Na próxima terça-feira, será a vez da estreia do uniforme número 1, a tradicional camisa amarela, no amistoso contra a Croácia. Embora a cor não tenha causado estranhamento, um detalhe específico virou alvo de controvérsia.
A inscrição interna “vai, brasa” foi amplamente debatida nas redes sociais e fora delas, com críticas sobre sua autenticidade como representação da linguagem popular brasileira. A polêmica ganhou proporções maiores a ponto de a designer responsável pelo conceito se tornar alvo de campanhas e críticas públicas, inclusive vindas de figuras políticas.
Nem a CBF nem a Nike se manifestaram oficialmente sobre as polêmicas. Ainda assim, os temas dominaram o debate público e digital nos últimos dias, liderando rankings de engajamento e figurando entre os assuntos mais comentados em diferentes redes sociais.
O cenário não é exclusivo do Brasil. A própria seleção da França também aproveita esta Data Fifa para lançar seus novos uniformes, tanto o principal quanto o alternativo. Na prática, trata se de uma estratégia global. Fornecedoras como Adidas e Puma apresentaram recentemente as coleções que serão usadas no Mundial de 2026, que será disputado em Estados Unidos, Canadá e México.
Com isso, os amistosos desta semana funcionam não apenas como testes técnicos para as seleções, mas também como vitrines globais para seus novos uniformes. Em meio a estratégias de marketing cada vez mais sofisticadas, a camisa deixa de ser apenas um símbolo esportivo para assumir também o papel de produto cultural e altamente sujeito a debates e controvérsias.
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