
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), realizou, na manhã desta quarta-feira, 25, a 2ª Mostra da Agricultura Familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no Grupo de Jovens Cooperativistas da Colônia Sucupira (Cooperjos), na zona rural de Arauá. O evento reuniu agricultores, cooperativas, estudantes, técnicos e autoridades estaduais para apresentar os alimentos produzidos no campo que abastecem a merenda escolar da rede pública.
A programação incluiu visita técnica à cooperativa, apresentações institucionais, palestra do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane) e um momento de homenagens a agricultores e parceiros que contribuem para o fortalecimento da política de alimentação escolar no estado. O objetivo foi fortalecer a articulação entre a agricultura familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), promovendo a valorização da produção local e incentivando o fornecimento de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública estadual de ensino.
Na ocasião, o vice-governador Zezinho Sobral destacou que o investimento contínuo na agricultura familiar é uma estratégia do Governo de Sergipe para impulsionar o desenvolvimento econômico e social, especialmente nas áreas rurais. “Fortalecer a agricultura familiar significa gerar oportunidades de trabalho no campo, reduzir o êxodo rural e garantir alimentos de qualidade para os nossos alunos. É uma política pública que impacta diretamente a segurança alimentar e o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, reforçou que o sucesso do PNAE em Sergipe é resultado da articulação entre diferentes setores do governo e os produtores rurais. “Quando essa parceria funciona, todos ganham: os estudantes recebem uma merenda de qualidade, os agricultores familiares têm a garantia de um preço justo, e o Estado contribui para que essas famílias permaneçam no campo, produzindo e fortalecendo a economia local”, destacou.
Referência Nacional
Sergipe é atualmente referência nacional na execução do programa. Enquanto a legislação federal estabelece o mínimo de 45% de aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar, o Estado já alcança 65% de compras provenientes desse segmento, consolidando-se como um dos maiores percentuais do país. Em 2026, os investimentos destinados à agricultura familiar no âmbito do programa totalizam aproximadamente R$ 16,4 milhões, distribuídos da seguinte forma: Grupos formais: cerca de R$ 15.523.125,07; Grupos informais e produtos orgânicos: aproximadamente R$ 731.128,96; Agricultores individuais: cerca de R$ 166.212,27.
A diretora do Departamento de Alimentação Escolar (DAE), Lucileide Rodrigues, apresentou os avanços mais recentes e as novidades previstas para 2026. “Escolhemos a cooperativa de Arauá para sediar a mostra porque ela já fornece o pão de macaxeira desde 2024 e, neste ano, passa a ofertar também a macaxeira in natura. Outra novidade é que a Diretoria Regional de Educação 8 será contemplada com camarão produzido na própria região, o que fortalece a regionalização dos alimentos e contribui para que a renda permaneça no campo”, explicou.
A aluna do Centro de Excelência Manoel Bonfim, Helloá Larissa de Jesus Santos, ressaltou a qualidade dos produtos consumidos na escola. “Além de a alimentação ser de melhor qualidade para a nossa saúde, essa parceria também é importante para a economia local. Eu acho que é um projeto muito positivo e que só tem a acrescentar para a nossa cidade”, afirmou.
Ainda de acordo com a estudante, o aumento na variedade de alimentos já é perceptível no cotidiano escolar. “Hoje vemos mais frutas e legumes na merenda”, comemora.
Parceria fortalece renda e incentiva permanência no campo
Para os agricultores, a participação na mostra representa reconhecimento e novas oportunidades. A cooperada Cristina da Cruz Ramos Batista, 53 anos, que atua há 16 anos na Cooperjos, afirmou que o fornecimento para a rede pública estadual de ensino tem impactado diretamente a comunidade. “Hoje vemos muitos jovens trabalhando aqui e outros querendo entrar. Isso gera emprego para a comunidade e faz com que eles permaneçam no campo, trabalhando com a terra, que é produtiva”, relatou. A cooperativa reúne cerca de 60 agricultores e segue em expansão.
O presidente da Cooperativab Regional dos Assentados da Região Sul de Sergipe (Cooperassul), Gil Cláudio de Jesus Oliveira, destacou que a entidade fornece alimentos para a rede pública estadual há cerca de seis anos, atendendo atualmente entre 60 e 65 famílias cooperadas. “É uma satisfação saber que estamos oferecendo um produto produzido por nós para alimentar as crianças das escolas, inclusive nossos próprios filhos”, afirmou.
A agricultora Kelly Cristina Lopes Cardoso dos Santos, de Riachuelo, fornece hortaliças para a rede pública estadual de ensino desde 2025 e considera a parceria um marco na valorização do pequeno produtor. “O pequeno agricultor sempre foi desvalorizado, mas hoje temos a oportunidade de mostrar que o nosso trabalho gera saúde e qualidade de vida. Saber que os alimentos que plantamos chegam às crianças é uma alegria enorme”, disse.
Também parceira do programa, a produtora agroecológica Élida Rosa Vieira, do povoado Areia Branca, destacou que a inclusão de produtos orgânicos na merenda escolar abriu novas perspectivas para sua família. “Foi uma oportunidade de mostrar nosso trabalho e levar um alimento de qualidade para as escolas. Para nós, foi uma conquista muito grande conseguir um preço justo pelo nosso produto, além de ter o prazer de alimentar nossos alunos", afirmou.
Novas chamadas públicas
A diretora do DAE, Lucileide Rodrigues, anunciou ainda que novas chamadas públicas serão abertas para ampliar a participação de agricultores individuais e cooperativas no fornecimento de alimentos para a rede pública estadual de ensino, fortalecendo a política pública e a economia rural.
Entre os novos participantes para 2026 está o agricultor Marcos Aurélio Oliveira Mendonça, do povoado Casa Caiada, que começará a fornecer milho, maracujá, banana e laranja. “Essa parceria é essencial para nós. Antes dependíamos de atravessadores e não tínhamos preço justo. Agora conseguimos vender diretamente para o Estado e continuar investindo na produção”, explicou.
Outra iniciativa que busca integrar o programa é o coletivo Mulheres de Fibra, formado por 14 agricultoras que trabalham com produtos derivados da banana. A representante Ana Santos Silveira destacou que a mostra funciona como vitrine para o trabalho das produtoras. “É uma oportunidade de apresentar nossos produtos e buscar parcerias. Temos interesse em oferecer alimentos feitos com biomassa e pão de banana para a merenda escolar”, afirmou.
A 2ª Mostra da Agricultura Familiar para o PNAE reafirma o compromisso do Governo de Sergipe com políticas públicas que integram educação, segurança alimentar e desenvolvimento rural, fortalecendo a produção local e garantindo refeições mais saudáveis para milhares de estudantes da rede pública estadual de ensino.
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