
Locatária de loja de colchões, que fica ao lado das Casas Bahia, teria recebido espaço com problemas elétricos e danos na estrutura Shopping Recife alega que situação não teria relação com incêndio.
Uma loja de colchões estava com a fiação exposta e apresentava danos no teto e no piso antes do incêndio que atingiu o Shopping Center Recife, em Boa Viagem, na Zona Sul, no dia 13 de março, segundo o representante legal do locatário. O estabelecimento fica ao lado da Casas Bahia, que foi destruída pelo fogo.
O espaço, alugado para uma franquia da Ortobom, é alvo de disputa judicial. Em dezembro de 2025, a administração do shopping conseguiu uma ordem de despejo por suposta “sublocação irregular” e “falhas” em documentação de fiadores. A decisão, no entanto, foi revertida após recurso do comerciante no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Ao Diario de Pernambuco, o advogado Sérgio Rodrigues, que representa o locatário da Ortobom, afirma que o estabelecimento teria sido devolvido ao comerciante, em condições precárias, dias antes do incêndio.
Imagens registradas na ocasião, às quais o Diario teve acesso, mostram que havia buracos no revestimento de gesso do teto, fiação solta e pendurada, além de entulhos no piso.
“Foi uma temeridade devolver nessa situação. A certidão do oficial de justiça estava indicando que [o estado da loja] era inservível para uso”, diz Rodrigues. “Coincidentemente, após o recebimento da loja, houve o incêndio.”
De acordo com o advogado, o comerciante não teria feito reformas ou intervenções no local após a reintegração de posse. Atualmente, o espaço segue interditado por causa do incêndio.
A causa do fogo ainda está sob investigação e aguarda conclusão da perícia. Em nota, o Shopping Recife disse que “segue dando total suporte para o esclarecimento da ocorrência, restrita à área da Casas Bahia”.
Ainda segundo a administração do centro de compras, “até o momento, todos os indicativos apontam que o incêndio teve origem nesta área, não tendo relação com seu entorno”.
Incêndio no Shopping Recife
O incêndio aconteceu durante a madrugada. Seis pessoas foram atendidas pelos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma delas foi levada para o Hospital da Restauração (HR), onde permanece sob cuidados.
O shopping passou dois dias fechados e reabriu no domingo (15), ainda com forte cheiro de fumaça. A perícia técnica informou que tem prazo de 30 dias para fazer o laudo e apontar as causas do sinistro.
Procurado, o Corpo de Bombeiros disse que não faz parte das atribuições da corporação identificar causas de incêndio.
Já a Defesa Civil do Recife, responsável por analisar riscos estruturais, afirmou que “o shopping já tomou todas as providências adequadas e está executando os serviços necessários”. “Assim, não houve necessidade de nenhuma medida ou recomendação além do que já está sendo feito pela empresa.”
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