
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
A regulamentação da profissão de doula no Brasil, já aprovada pelo Congresso Nacional e aguardando sanção presidencial, representa um avanço importante na garantia de um parto mais humanizado e seguro para mulheres em todo o país. O tema foi destaque no programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta sexta-feira (20), que recebeu a doula Brena Ramos para discutir os impactos da nova legislação.
Durante a entrevista, Brena Ramos explicou que a doula exerce um papel essencial de suporte emocional, físico e informativo à gestante, desde a gravidez até o pós-parto. “A palavra doula significa ‘mulher que serve’. Nosso trabalho é acolher, orientar e fortalecer a mulher, além de envolver a família nesse processo”, destacou.
A profissional também contextualizou a origem da atividade, lembrando que, historicamente, o parto era um evento coletivo, realizado com o apoio de outras mulheres. Com a hospitalização do nascimento, esse suporte foi reduzido, e a presença da doula surge como uma forma de resgatar esse cuidado. “Humanizar o parto é garantir que intervenções ocorram apenas quando realmente necessárias, e não como rotina”, afirmou.
Atuação
A entrevistada ressaltou que a atuação da doula não se confunde com a de profissionais da saúde. Segundo ela, a regulamentação traz clareza sobre os limites da profissão, proibindo práticas técnicas como ausculta fetal ou realização de exames. “Nosso papel não é técnico, é de apoio. A segurança clínica é responsabilidade da equipe médica”, explicou.
Outro ponto relevante abordado foi o fortalecimento do direito das mulheres dentro das maternidades. A nova legislação reforça a presença da doula como um direito da gestante, além do acompanhante já garantido por lei. No Maranhão, uma legislação estadual de 2023 já assegura esse acesso, mas a norma federal amplia e consolida essa garantia em todo o território nacional.
A possível inclusão de doulas no Sistema Único de Saúde (SUS) também foi destacada como um avanço social. De acordo com Brena, a regulamentação abre caminho para que mulheres em situação de vulnerabilidade tenham acesso a esse tipo de acompanhamento, hoje muitas vezes restrito à rede privada.
Trajetória
Com experiência desde 2022, Brena compartilhou ainda sua trajetória pessoal, marcada pelo contato precoce com o parto e pela decisão de atuar na área após vivências familiares e a maternidade. “Percebi o quanto a informação faz diferença. Muitas mulheres ainda são levadas a procedimentos sem necessidade por falta de orientação”, relatou.
A regulamentação das doulas surge, portanto, como um passo importante para ampliar o acesso à informação, ao acolhimento e ao respeito às escolhas das mulheres, contribuindo para uma assistência mais humanizada no momento do nascimento.
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